O que você mudaria no seu corpo ?

Crianças e adultos quando submetidos a esta pergunta, têm respostas diferentes. O que muda durante a vida a ponto de mudar as respostas? Aspectos como autoaceitação, autoestima e experiências vividas. À medida em que os anos passam, convivemos com diferentes pessoas e somos expostos à situações que irão influenciar a maneira como nos vemos. Altos padrões de beleza e de consumo, ideais de carreira e estilo de vida, por exemplo.

Se pararmos para pensar, nos últimos anos nossa sociedade realizou grandes conquistas e muitas descobertas. Vivemos em um mundo conectado, cheio de oportunidades e invenções tecnológicas. Muitas delas surgiram para trazer mais conforto e segurança para as nossas vidas. Porém, apesar de tantos avanços, alguns aspetos permanecem iguais: ainda somos extremamente influenciáveis pela mídia e pelas pessoas que nos cercam.

O vídeo a seguir traz os resultados de uma pesquisa realizada com crianças e adultos sobre a maneira como se enxergam e mudanças corporais. O resultado possibilita uma reflexão sobre a importância da autoaceitação.

A psicologia aborda estes aspectos por meio de um foco humanista, com estudiosos como Maslow e Rogers. Para Maslow, o homem é motivado de acordo com as suas necessidades, que se manifestam em graus de importância, onde primeiro estão as fisiológicas e por último as de autorrealização. Para ele,o ser humano busca sempre melhorias para sua vida. Dessa forma, quando uma necessidade é suprida aparece outra em seu lugar; tais necessidades são representadas na pirâmide hierárquica abaixo. Quando as necessidades humanas não são supridas, mesmo as básicas, surgem sentimentos de frustração, agressividade, nervosismo, insônia, desinteresse, passividade, baixa autoestima, pessimismo, resistência a novidades, insegurança e outros. Isto pode ocorrer quando o sujeito, na tentativa de atingir a autorrealização e necessidades mais elevadas, abdica de certos estágios da pirâmide necessários para o seu crescimento e desenvolvimento.

Para Rogers, o sujeito concentra em si todos os recursos para a autocompreensão, para alterar seu autoconceito, sua atitude e seu comportamento, e tais recursos podem ser liberados quando se conta com determinado clima psicológico.

Há três condições que devem estar presentes para que se crie um clima psicológico facilitador de crescimento e que se aplicam a qualquer situação na qual o objetivo seja o desenvolvimento da pessoa (relação psicólogo-cliente, pais-filhos, líder e grupo, administrador e equipe, por exemplo). A primeira condição Rogers denominou congruência, que pode ser compreendida como uma atitude de autenticidade, sinceridade e transparência sobre sentimentos e atitudes. A segunda condição é a aceitação incondicional da pessoa, uma atitude positiva e sem julgamento sobre qualquer comportamento ou pensamento que possa surgir. Já a terceira condição é a compreensão empática, uma tentativa de escuta ativa e sensível, de colocar-se no lugar do outro para compreendê-lo sem exercer julgamentos.

Para Rogers, uma das melhores formas de lidar com as três condições necessárias para o surgimento do clima psicológico facilitador de crescimento é através da terapia centrada na pessoa, onde que questões como a autorrealização, o status e a autoestima podem ser trabalhados.

ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. Consideração Positiva Incondicional no sistema teórico de Carl Rogers. Temas psicol., Ribeirão Preto , v. 17, n. 1, p. 177–190, 2009 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/ scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413–389X2009000100015&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 23 jan. 2016.

ROGERS, C. (1983). Um jeito de ser. São Paulo: E.P.U.

CABRAL, Gabriela. Maslow e as necessidades Humanas. 2015. Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/psicologia/maslow-as-necessidades-humanas.htm>. Acesso em: 25 jan. 2016.

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