Terapia Explosiva Involuntária (ou não).

Terapia Explosiva (como vou abreviar aqui, pra facilitar leitura) é algo que muitos de vocês conhecem. Os mais estouradinhos costumam usar ela com maior frequência, outros seguram essa carta por muito mais tempo e quando a utilizam… fujam para as montanhas… que o efeito é nuclear!!

Devo assumir que de início, menos maduro e mais “ariano”, a terapia explosiva foi sempre a primeira opção em qualquer discussão banal que se iniciasse…

Porém, com o tempo, a vida me ensinou que essa é um dos piores artifícios a serem usados. Mais pior ainda, se você é o que segura a carta o máximo possível pra soltá-la no momento surpresa que muitas vezes nem é o momento mais coerente (que foi o que me tornei, com o passar dos anos).

Aliás, me perdoem pelo que disse. Na real, não existem momento COERENTE pra se usar uma carta/bomba dessas.

Amigos, digo pra vocês que, em ambas as situações, a Terapia Explosiva é de choque e é a pior alternativa que você pode ter em sua vida quando quer tratar de algo que de fato é importante. Deixo aqui de lado, aos que ‘usam’ desse artifício de forma banal… para esses, essa não é uma carta na manga, e sim um problema é sério e mais complexo. Esses precisam de ajuda (externa e profissional) para aprender controlá-la.

A Terapia Explosiva Involuntária (ou não) se trata principalmente da balança construída (em prata, bronze ou ouro, dependendo do grau evolutivo e maturidade que você teve com o tempo) exercendo seu poder de paciência. (Ps: eu amo uma metáfora.)

Ela (a terapia), nada mais é que uma válvula de escape — longe de ser a mais ideal — (e de fuga também, porque não?) do seu controle emocional, onde o peso e as medidas colocadas a serem provadas não sobrepõe o equilíbrio saudável e justo que sua perspectiva (a.k.a. maturidade) aguenta. Bagunçou? A balança se rompe, explode… mas explode muito, com toda massa acumulada com o tempo. Já ouviram falar de buraco negro? Se não, assistam Cosmos (no Netflix) que vocês irão entender.

Imagem: Google + edições

Os iniciantes, irmão/amigos/colegas que, como eu, ainda estão com uma humilde balança de cobre são os que mais sofrem com essa terapia. Cobre não segura muita coisa, ele pode administrar bem nossa paciência mas não lida muito bem com a “corrente elétrica emocional”. E quando esse equilíbrio não se dá, a explosão é apocalíptica, nuclear.

{ Amigos, não vamos entrar aqui nos nossos irmão/colegas que precisam SIM de apoio médico para lidar com esse tipo de circunstâncias, ok?

Dentro das reações da terapia de explosão nas balanças de cobre, vemos o ódio, a raiva descontrolada, a violência verbal e física e principalmente a falta de compaixão e compreensão ao próximo. E as consequências? Não são as mais fáceis de lidar. A balança se reconstrói muito fácil, mas confiança não. Além disso, a bagunça emocional é complexa de arrumar.

Quando a Terapia de Explosão (aquela, que serve para você tirar as pressões, angústias, incompreensão, pressa, e cobranças do peito para aliviar o peso de um dos lados da balança de forma paliativa) de FATO explode, pode apostar que ainda não existe um lado da consciência e da compaixão ao próximo bem construído.

O dano, muitas vezes é irreversível. Mas como temos um Deus bondoso, ele sempre da chance de construirmos uma balança melhor.

Imagem: Google + Edições

Quanto as vítimas da explosão da sua balança. Tire seu tempo, acalme-se, procure entender porque a pressão e peso que foram colocados na sua balança te afetou tanto e também, qual é de fato o valor de peso e pressão que a vítima da explosão DE FATO (repetindo) significam até mesmo pra ela.

Ás vezes, nem é algo muito sério… somos nós que não somos os melhores ferreiros pra entender, segurar e construir balanças melhores. E não se apresse, essa experiência para virarmos mestres da forja vem com o tempo, vivendo.

Eu tentei. Perdi o controle muito antes de entender quais eram as aflições e ignorância que contaminavam os ataques que recebia. A pricípio tudo eram palavras dissimuladas, carentes de sabedoria, ingênuas, vindas de uma pessoa frágil, apoiada unicamente por sua infância e geração ainda tradicional e conservadora.

Tolo de mim de tentar abrir uma mente de um próximo aos berros, usando as mão como alavancas para abrir a boca do indivíduo (que pouco tinha resistência muscular) para aguentar todo o vómito de informação que queria que o sujeito engolisse.

Eu fui vítima (pela pouca compreensão do que escrevo hoje) e réu.

Eu cometi esse erro, ontem mesmo, pouco antes de escrever esse texto.

E me arrependi.

Não cabia, naquele momento, voltar ao debate para namorar argumentos ou conquistar a razão. O erro e a mágoa já estavam cravadas e justificativas não fecham feridas abertas. Então, qual foi o caminho?

Acho que foi um dos abraços mais longos que dei naquela pessoa na vida. E sem ao menos olhar em seus olhos, enxergava sua alma pelo amor genuíno que sentia no contato de nossa pele, feita pela mesma cadeia genética.

Se aconteceu com vocês também, amigos. Se desculpem. Abraçem, amem. Peçam uma chance de dizer tudo que foi dito de forma carinhosa, livre de julgamentos, a fim de esclarecer, entender e ganhar uma nova chance pra amar e respeitar. Acima de tudo, perdoem… e peçam perdão. Automaticamente, sua balança volta a ser como era antes, sem muitos esforços de forjaria.

Quando se trata de amor e perdão, as palavras perdem o som e o silêncio se torna a música mais celestial que você irá ouvir.

Fui perdoado e a sensação foi ótima.

Esqueçam as mágoas, descrenças e as verdades absolutsas.
2016 pode ser um ano poderoso, se todos nós seguirmos assim.

Enquanto isso, vamos se aperfeiçoar como os melhores ferreiros do nosso ciclo de convivência para montar balanças de ouro. Eu, você e todos nós.

Os textos são postados todas quinta-feiras com excessões de desventuras que me impeçam de fazer isso. Comentem, critiquem, concordem ou discordem.

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