Conteúdo para internet e sua relevância

Estima-se que em 60 segundos são feitas cerca de 2.000.000 buscas no Google; 278 mil tweets são gerados no Twitter; 1.875.000 curtidas e 208.300 fotos postadas no Facebook; mais de 200 mil pessoas (ou mais!) verão transmissões pornográficas; serão criados 6 novos artigos no Wikipedia; serão enviados 204 milhões de e-mails (onde 65% disso é spam); 100 horas de vídeos serão carregados no YouTube e mais de 2.780.000 vídeos serão visualizados.

Diante de tantos números e informações só conseguimos concluir uma coisa: o conteúdo criado para a internet nos dias de hoje tem que ser cada vez mais e mais relevante, até mesmo porque estima-se que dentro de alguns anos, as informações na internet irão dobrar a cada 72 horas. Assustador? Sim. E como sobreviver diante desta avalanche de informações?

A resposta disso está no planejamento, curadoria e execução de um conteúdo original.

“Numa era de excesso de dados, a curadoria — um serviço que leva ao público o que é interessante, significativo e que vale o tempo gasto — é uma forma de criação de crescente urgência e importância.” (Maria Popova)

Mas o que seria exatamente essa curadoria de conteúdo?

Nada mais é do que o trabalho realizado por uma pessoa de encontrar, filtrar e organizar o conteúdo a ser compartilhado em todas as redes sociais.

Segundo a Quartz — agência norte-americana que divulga notícias sobre a nova economia global, o Brasil aparece em primeiro lugar, com 67% de sua população buscando informação, prioritariamente, na rede social. Também ocupamos a liderança na utilização do Facebook para fins diversos, com 80%.

Criar o tal conteúdo relevante e original dá trabalho. Diante de tantas fontes de informação, é muito importante que antes de tudo, a pessoa responsável se organize, planeje e defina quais serão seus canais de referências, leia blogs e sites variados, revistas, jornais e converse com as pessoas de outras áreas, ou seja, tenha em mente que todos os dias será de muito estudo e caça por informação fresca e interessante.

Outra coisa crucial é ter muito claro qual é o seu público, saber para quem passará aquela informação. Criar e traçar uma persona ajuda definir qual o público-alvo e qual caminho seguir nessa longa jornada.

Uma discussão que sempre está em voga é sobre o uso ou não de imagens nesse conteúdo, afinal cada página e marca pode se comportar de maneira distinta. Cada público tem um comportamento diferente, postar apenas imagens pode dar ótimos resultados para um determinado público e não trazer nenhum resultado para outro grupo de pessoas. Neste momento é importante analisar os dados de audiência e traçar o comportamento daquele público específico. Realizar a curadoria das imagens também é necessário, já que cada target possui referências visuais distintas.

Um estudo realizado pela Taggs, empresa de produção de conteúdo para as redes sociais, que teve seus dados colhidos a partir de marcas como Ambercrombie & Fitch, Pizza Hut, Victoria´s Secret, Starbucks, Walmart, Forever 21, Subway (entre outras), mostrou alguns dados curiosos: a presença ou ausência de pessoas nas fotos pode ser decisiva para o engajamento; mostrar partes do corpo, como um detalhe da perna ou mãos, foram responsáveis pela maior concentração de engajamento e audiência. O estudo também constatou que fotos em que o rosto de uma pessoa aparece, o engajamento é menor. Curioso não? Paisagens também conseguem um alto nível de engajamento. Pesquisas como esta podem ajudar no momento de planejamento e curadoria das imagens a serem usadas em cada caso.

O trabalho não acaba aí.

Sabemos que os “memes” continuam com força total, quando mal passou o sucesso de um, logo chega outro com uma forma ainda maior. Opa! “Memes”?

Sim! Os “memes” sempre caem no gosto popular e podem sim ser um tipo possível a ser explorados por empresas para alcançar seu público. Mas cuidado! Isso dependerá muito do público definido anteriormente e do mercado que está sendo trabalhado.

Um exemplo muito bem executado neste sentido é o caso do Cemitério Jardim da Ressurreição, que ignora a resistência a assuntos fúnebres e investe em conteúdo leve e bem humorado no Facebook para fortalecer a marca.

Post que o Cemitério Jardim da Ressurreição publicou no dia em que os EUA liberou o casamento gay.

E finalmente, a fase do compartilhamento deste conteúdo, selecionando as melhores redes sociais para aquele determinado cliente e análise do feedback daquele conteúdo serve como um termômetro para os próximos passos, afinal a internet, e com ela, as redes sociais, tem um poder de mutação muito grande e o que hoje funciona bem, amanhã pode não funcionar mais.



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