Érika

Era numa sexta-feira, eu estava sozinho sentado no banco da esquina que você morava ou, ainda mora. — Foi quando te conheci!

Não estou falando daquela Érika, que as pessoas insistem em dizer que é minha prima e, que me botava pra fora todos os dias. Exceto, os dias que ela estava com febre.

Estou falando de uma menina linda, loira que, só usava preto e, tinha uma irmã que ‘’dava pro gasto’’ e, que gostava de Fresno.

Te contei, que queria sair do colégio e você me disse que era burrice se eu fizesse aquilo.

Eu gostava tanto de você, que eu, te pedi uma chance enquanto, conversávamos e você, me disse que eu te desrespeitei!

Mas quando os meninos do colégio queriam me comer por causa das pulseirinhas do sexo, você disse:

Nada de ruim vai acontecer com você! Eu não vou deixar…

Graças à Deus, algumas crianças não sabem o que foi essa ‘’febre’’ repentina. — Tem coisas que as crianças não deveriam saber. — Mas as pessoas gostam de exaltar aquilo que é antigo.

Ah, como era bom viver em 2007…

Te falei que, escrevia poemas, mas quando eu fui lhe entregar, você estava nos braços de outro naquele portão preto da sua casa.

Então, eu fiquei com o coração partido, mas deixei o poema em outra parede de cimento para que outra pessoa pudesse ler e não você!

Cheguei a te reencontrar, cheguei a te falar ‘’oi’’ na rua, mas você olhou e, saiu andando. — Fiquei com fama de retardado, à partir daquele dia!

Por isso, que quando te reencontro, sou eu quem viro os meus olhos para outra direção.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.