O herói moderno

Em suas primeiras noções, tempo estava diretamente relacionado à periodicidade de fatos e necessidade de subversão da vida, além da finitude da existência humana. Entretanto, após a primeira revolução industrial já se começou a observar uma grande mudança na ideologia da vida humana. Começou-se a sobrepor as necessidades, e substituir o objetivo da vida, que antes era a inocente felicidade. No lugar deste pensamento poético pusemos uma ideia cinza e ordenada sem surpresas pelo caminho. Trocamos Eventos culturais, como movimentos pela paz e pela liberdade por convenções tecnológicas e palestras sobre a economia. Porém tempo, trabalho e dinheiro são conceitos distintos. Tempo é vida, dinheiro é valor ou reserva de troca, enquanto trabalho é esforço para gerar valor. As ações e o modo como realmente vivemos não nos agrega recursos financeiros, pelo contrário seu produto tem valor astronomicamente maior. A alienação do trabalho, inteligentemente expressada no filme “Tempos modernos”, revela a condição humana sob a aceleração do cotidiano, e sua submissão ao modo de produção fordista, que por sua vez, se vê como a linha de produção mais cruel e opressora.

A verdade é que o mundo precisa de novos líderes, não anônimos que protestam por trás de suas capas de heróis. No entanto, a própria palavra herói tomou toda uma conotação diferente, estes se quebraram em um espectro rentável e reformulou valores básicos em mercadorias vendáveis. A modernização e todo o resto deixou essa “lenda” um passo mais perto de ideologias capitalistas modernas, criando uma nova versão do mesmo. Os “falsos heróis” estes são reflexos de ideais; verdadeiros heróis abraçam seus ideais. “Falsos heróis” são construídos pela sociedade; verdadeiros heróis são a sociedade. Retomando, refiro-me a heróis mundiais, que mudem a ideologia do que é ser humano. Precisamos de mais “Ghandis” e “Olgas”! Precisamos de inspiração, não consigo aceitar que o homem só haja sobre pressão e repressão. Não aceito os que afirmam que para mudar precisemos de mais ditadores e opressores dos direitos e liberdade. Não, definitivamente não. Deixemos de lado essa calmaria falsificada e lutemos. E não diga que não temos pelo o que lutar, pelo contrário, a cada dia surgem mais e mais motivos pra isso. O problema agora é a indiferença entre os seres humanos, a dissemelhança é que antes pessoas como Lênin e Mandela deixavam transparecer a realidade. E hoje? Quem expõe a sociedade?

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