Aquele dia da aula da Dalva com sol.
Eu tô escrevendo no meio da aula, sobre a aula, então eu acho que pode. apesar de eu saber que provavelmente eu não vou conseguir terminar agora, e continuarei no ônibus no caminho para o trabalho.
Hoje é um dia importante pra mim. uma coisa maravilhosa vai acontecer. porém, ontem o dia foi uma merda e não tem como dizer o contrário (apesar de que o almoço estava muito bom).
Enquanto o dia andava, eu tive que ler um texto sobre tãtãtãtaaã…. fenomenologia (palavra ainda muito difícil pra ser dita rápido). o texto consistia na visão de uma patologia pra abordagem, e como influênciava a questão de congruência e do existir do ser.
O texto nem era pra aula da Dalva em si, e sim pra do Paulo, que pra mim, falam a mesma coisa em horários diferentes só.
Eu não sei super sobre o assunto em si do texto mas vou contextualizar um tico: a fenomenologia busca a compreensão da dimensão existencial do ser, levando em consideração nossa essência, que já teria a patologia em si, pois seria um dos fatores que formam a essência e fazem de nós o que somos. o humanismo fala só que nos mostramos incongruentes a assuntos da vidoca, e que com o auxilio e ambiente certos, aceitaríamos aquilo e ficaríamos congruentes ao mundinho, ou seja, a patologia seria sentida e aceita, o intuito seria pensar no que aquilo o levaria.
No meio de cinco mil coisas, eu me vi incongruente ao meu mundinho e ao meu redor. e fui dormir daquele jeito.
Ai, acordei e tava sol. de primeira, eu não liguei e na verdade nem reparei porque foram muitos dias nublados seguidos (tanto que coloquei um moletom super quente e passei calor depois). fiz café, arrumei a mala e sai correndo pro ônibus igual todo dia. cheguei na aula, sentei com a Karol como de costume, e a Dalva começou a falar.
Foi exatamente na mesma hora em que ela começou a relacionar um filme que eu amo com a matéria que tenho criado afinidade, que eu vi o sol. logo depois, a Dalva começou a falar sobre ‘’Tomates Verdes Fritos’’, que é muito especial pra mim porque me remete ao tempo da escola.
E nossa, ela começou a discursar sobre o filme coisas que eu nunca tinha pensado. em como o dialogo é todo envolta de uma amizade, que talvez se não existisse, a vivencia de Ninny teria sido completamente outra e talvez nem fosse a contadora de histórias que era. além de que, como a Evelyn mudou de um dia para o outro, vendo que era dona de sua vida e de todos os dias que viverá até agora, e que deveria fazer algo a respeito. Então, a Dalva começou a falar sobre o trabalho semestral, e de como teríamos que nos pôr em um texto, contando da nossa existência e o que nos motiva estar ali todo dia, o que mudou, e o que vai ser ainda.
Eu dei de cara na parede obviamente. sempre que eu to em momentos bad e esse tipo de coisa acontece, eu dou de cara na parede e me sinto ridicula. além de pensar em tudo que a Dalva falou, eu lembro de tudo que passei, e até comentei em textos anteriores, ainda mais sobre como o ‘’vai ficar tudo bem’’ ajuda.
O dia seguiu, e só melhorou. coisas incríveis aconteceram.
Eu gosto de me sentir ser-no-mundo e tentar ser o ser-no-mundo, e acho que muitas vezes a gente esquece sobre isso. de como a nossa vivência pode influenciar o outro, tanto de maneira positiva quanto negativa. receber um bom dia desanimado quando você está radiante é uma merda (é um exemplo, mas é uma merda). a gente não deve ser feliz pros outros e nem por eles mesmos, e sim pra nós, mas que devemos ser, devemos. e que ver alguém feliz, nos deixa feliz, deixa.
Mais um texto nada a ver com nada, contando de um dia x da minha vida.
Me preocupa o quanto outras abordagens tem tomado lugar no meu coração, e chutado a psicanalise da minha vida.
Segue também junto com esse monte de ladainha escrita por mim, uma reportagem da Dulce Critelli, que foi o presente da Dalva para mim ontem.
