Prova de Matemática Feelings.

O dia do “não quero mas preciso”, o dia do “explodi”, o dia Dzão.

Desde pequena eu tenho um sério problema de ansiedade e insegurança com provas(quem não tem?), só o pensamento de ter que sentar ali e me testar, me deixa nervosa, suando e com ânsia. E sempre foi assim, desde meus 11 anos.

Este problema começou quando eu tirava notas maravilhosas em matemática quando tinha 10, e por um deslize aos 11, peguei um exame final da matéria, e minha vida acabou.

Aquele sentimento de “não sou boa o suficiente”, ou “vou errar mesmo”, ou “eu não consigo”, e por aí vai..

Carreguei o mesmo sentimento comigo desde os 11 até me formar, toda prova de matemática eu sentia a mesma coisa, enjoô, dormencia nos musculos, suada, ansiosa e ninguém nunca entendia. Muitas pessoas falaram que era frescura, inclusive professores que me acompanharam até o ensino médio. Em toda a minha vida, tive poucos professores que se dedicaram a me ajudar, que realmente tentaram e me diziam “é só uma prova”, e me ensinavam mil vezes a mesma coisa com toda a paciência do mundo. Não os culpo, não é facil.

O problema era matemática, qualquer outra matéria eu dava uma estudadinha aqui, outra ali, e ia bem.

Passei por muitos testes, entre eles para o famoso Déficit de Atenção e nada, tudo negativo.

Tentei me treinar por muitos anos no teatro, acho que grande parte do porquê dos 12 anos de palco deves-se à necessidade de superar esse problema. E por um momento consegui.

Ao passar meus vestibulares, toda essa neura passou. Meus enjoôs deram uma pausa na faculdade, afinal acabei escolhendo uma área em que a matemática custa a aparecer.

É óbvio que a matemática é um exemplo de algo que me despertava essa sensação, mas o foco é nela porque é, inevitavelmente, onde tudo começou.

Porque estou falando disso?
Vamo lá.

Desde Março, estou fazendo provas da auto escola, e o sentimento voltou. 
Aquele de incapaz.

Estou indo para minha quarta prova, e eu simplesmente não sinto firmeza.
Sou elogiada pelo meu professor de carro, mas na prova eu cago, e eu sei que a culpa é minha, é da matemática, é de um deslize aos 11 anos ter me afetado até os 19 e eu estar simplesmente jogada no mundo do DeTran.

Aquele momento de “ não sei o que fazer mais”, passo por ele 1 vez por mês.

As vezes, a gente luta tanto contra um sentimento, espera ele passar, faz de tudo para que ele evolua e melhore, mas não, ele ta sempre ali, basta você deixar entrar. E eu sempre deixo, e não sei porquê.

Fico frustrada, desconto nos outros.

Sei que reclamo de barriga cheia.
Eu queria poder falar, e falei, precisava e falei.

Vou levar isso pra sempre comigo, mas espero que não.

Eu aviso.