A alma da festa

Por entre corpos e copos eu vejo as cortinas acenando em minha direção, e ouço a janela aberta dizer o meu nome.

Mães (amamentando os filhos, sepultando os filhos) me chamam; viúvas (lembrando os maridos, chorando os maridos) me chamam.

Prostitutas, moradores de rua, aidéticos, e drogados me chamam.

“Cuide das minhas crianças”, Maria me diz. Eu vou, eu vou. Eu prometo que vou, mas não hoje.

A noite me chama.