#18 — Blumenau Surreal — Parte 1

1. Lukaia;

2. Stand Up Comedy no Cafundó Bar;

3. Festa PSICODÉLICA no Municipal;

4. Horta orgânica em mandala e mestre Valdecir;

5. Festitália 1 com Taise;

6. Trilha espetacular ao pico com Lukaia;

7. Noite de fogo de lenha, chá e viola;

8. Pizza e resgate de cachorrinhos no penhasco;

9. Banho de rio, salada gourmet e vinho no Cafundó;

10. Dia cheio com Lukaia e Ana (mirante, Greenplace e Pastel com sinuca)

11. Noite de Luz e Sombra com Tati;

12. Festitália 2 com família Pavesi;

Organizar os fatos mais marcantes que ocorreram em apenas uma semana não parece suficiente. O que aconteceu nesses 7 dias, cada sentimento, cada pessoa, cada momento, parece inexplicável. Não é do tipo: “Ah Victor, tudo o que acontece numa viagem é normal a gente aumentar, dizer que foi surreal”. Não. Tudo o que aconteceu em Blumenau, do início ao fim (a começar pela forma como cheguei à Pousada Rio da Prata), foi surreal.

Passamos o dia conversando, eu, Lucas e Kaia (Lukaia) sobre várias viagens que eles fizeram. Me indicaram a Ayni, um projeto fantástico que conheci em Guaporé (logo contarei mais sobre, recomendo, a quem quiser já dar uma olhada na internet). Conheci também, durante o o dia, a Mayara e a Marcia, filha e esposa do Mario, e a Carol, uma figura que trabalha com eles. A Marcia é uma querida, pilhada que só. Mayara é uma versão geminiana mais suave, reservada, de sorriso e companhia agradáveis e bom gosto pra música e poesia.

Lukaia me contaram sobre seus projetos de viajar pelo mundo. Enquanto não o fazem, tocam a Permita-Ser, um projeto que criaram para desenvolver atividades e eventos voltados às coisas que podem tornar a vida melhor, como alimentação saudável, meditação e vivências em contato com a natureza. Ambos falavam com brilho nos olhos, sem parar, e um completava o que o outro dizia. Lukaia parecem um só, simplesmente falam e fazem e acontecem, juntos. Detalhe: Kaia estava com rosto triste quando eu cheguei, pois ela e Lucas haviam acabado de ter uma conversa séria sobre nao mais viajar. Eis que chega um forasteiro fazendo exatamente o que eles haviam conversado…rs

Ao fim da tarde, Kaia disse como quem não quer nada: Tive uma ideia para um passeio hoje à noite!

O mais curioso, é que nesse momento, apenas algumas horas depois de termos nos conhecido, parecia que sempre fomos amigos, e que eu estava ali apenas os visitando. Já fluía tudo naturalmente, como velhos amigos. Ainda pensei: Um passeio depois das 22h, numa quinta-feira, com um cara que eles acabaram de conhecer? Vish…

Chegamos por volta de 23h a um barzinho MUITO BACANA chamado Cafundó Bar Cultural, todo tematizado, “bem baixado” como dizem no sul. Do lado de fora há uma pista de skate, onde se pode experimentar um surf até à noite (mas caiu 3 vezes, tá fora do bowl…rs). O lugar foi idealizado pelo Lelo, um camarada maluco e gente boa, que só quer que as pessoas estejam bem à sua volta.

Estava rolando um stand up comedy com alguns figuras, suficiente pra darmos boas gargalhadas. Ao final do show, nos despedimos de Lelo, e Lucas, que passara a me apresentar à todo mundo como “esse é o My Brother que está fazendo uma trip louca pela América do sul trampando em troca de hospedagem”, disse essas palavras mágicas ao Lelo, que logo mandou: Bacana! Se quiser pode cair por aqui, tem espaço na casa dos fundos.”. Mal sabia ele (nem nós) que ainda acabaríamos “caindo” por lá…

Saímos do Cafundó era mais de meia-noite. Pilhados e sem sono, ainda que fôssemos acordar cedo na manhã seguinte, começamos a rodar no 4x4 de Lukaia pelo centro de Blumenau. Ao passarmos em frente ao Teatro Municipal, notamos um movimento absurdo e um som alto que vinha do lobby do Teatro. SUR-RE-AL! Uma festa de encerramento da Faculdade lotava todo o térreo e o primeiro andar do Municipal! Luzes coloridas piscavam no primeiro andar, com gente entrando e saindo. E o mais louco: de graça! Era só entrar…

Entramos…​

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