
Escuridão (27–10–2012)
Desleais aqueles que de nós se despedem
Assim que a estrada se estreita e escurece
Pois não apenas com sua desistência nos ferem
Mas também com a ausência do pesar das consequências
Sozinhos com a estrada escura se fechando ao nosso redor
A esperança nos abandona conforme nosso passo começa a falhar
Sem podermos sair, sem podermos voltar, ficamos estagnados
Com o vazio inexplorado a distancia do olhar
Se a força necessária para continuar não pudermos encontrar
Presos no inexpressivo vácuo ficaremos
Sozinhos, traídos, perdidos sem uma luz no caminho
Deixados para trás, encolhidos, pereceremos
Se ao menos um, perante a proximidade da escuridão crescente
Com medo, mas com coragem suficiente, pudesse permanecer
Para com sua mão apontar, como uma bussola
Para o fim da inexistência que tenta nos vencer
Toda viagem, mesmo que dificultosa, terá valido a pena
Pois de que adianta uma aventura, mesmo que grandiosa
Sem uma mão amiga para nos ajudar a seguir
Durante os momentos que a escuridão ameaça nos engolir