Tout est Poésie (11/08/2016)

Tudo é poesia
Aquilo que escorre pelos cantos
Aquilo que escorre pelos olhos
E pelos lábios
E pelas coxas

Tudo é poesia
Do travesseiro de asfalto
Ao de penas de ganso
Até por que as cabeças que deitem neles
Estão cheias de poemas sonhadores

Tudo é poesia
Mas nem tudo nos faz mostrar os dentes
Em sorrisos tortos e brilhantes
As vezes são o ódio e a repulsa
Que dão as caras

Tudo é poesia
Mas nem todos podem ver
Os versos ocultos dentro
Da cidade de pedra
Ou do campo florido

Tu é poesia
Eu sou poesia
O que fazemos vira poesia
E quando chegarmos ao final
Não passaremos de palavras gravadas no asfalto