Agradecimentos nem tanto especiais assim.

Quando a Gabriela Queiroz, uma bartender execpional, saiu da loja, ela fez um agradecimento especial para cada um da loja. Literalmente, CADA UM.

Eu achei aquilo incrível.
Me deu uma sensação fantástica de que eu não havia passado em branco na vida de alguém. E acho que já é bem sabido pela loja, tem um tempinho, que eu gosto de escrever.

Então eu vou tentar escrever uma dedicatória, a cada uma das pessoas que trabalham nessa loja. Por certo, algumas pessoas terão textos exclusivos, algumas terão textos grandes porém não tão exclusivos assim, outras um texto pequeno e talvez algumas nem recebam. Tudo vai variar do quanto você foi presente nesse meu tempinho ai dentro.

Carlos Eduardo: Carlos Eduardo, ou Cadu para os mais próximos, queria poder ter continuado lhe chamando assim, continuar aquela gastação e continuar dentro do seu raio de visão. Não sei se foi pela troca de turnos, mas você se tornou uma pessoa muito irredutível com o passar do tempo.

Fico chateado com isso. Me pergunto se fiz algo de errado, se meu trabalho piorou ou você que pegou uma implicância sem sentido comigo. Por fim, as memórias dos plantões da manhã caóticos, porém divertidos, ainda ficam na minha mente. Muitos na loja o julgam, dizendo o quão insensível e desumano você é, mas eu sempre digo que eu conheci um Cadu completamente diferente. O Cadu que eu conheci, me pediu uma vez pra comprar um café pra ele, e perguntou se eu queria alguma coisa pra mim. O Cadu que eu conheci, defendia sua galera com unhas e dentes, deixava o pessoal descansar na abertura, caso terminassem cedo e era um coordenador bastante humano.

Não sei se há uma implicância, da sua parte, com o turno da noite, mas é o que aparenta. Espero que isso mude, para o pessoal conhecer o cara maneiro que você é. Vejo em você, um pouco do Yonathan, hoje em dia. Se isso é bom ou ruim, eu não sei dizer, afinal eu adorava o cara, mas achava algumas atitudes deles questionáveis. Enfim, queria compartilhar que tive sim boas memórias contigo e espero que outros tenham essa oportunidade.

Marcelo: Ta ai um cara que é tão humano, mas tão humano, que se perde dentro da sua própria humanidade. Marcelo, eu nunca vi um gerente que consiga atender tanto aos nossos pedidos como você, que desse tanta importância para não só nossa dor e sofrimento, como também para a dor do cliente. Se eu precisasse de qualquer coisa, saberia que contigo, pelo menos, eu poderia me abrir sobre a situação.

Acredite se quiser, todos lhe procuram no salão para passar uma pesquisa, ou pedir para ir em alguma mesa, pois sabem que em ti vão encontrar um refúgio daquele caos e insanidade que nossos plantões conseguem ser. Dentro da equipe de gerência, você é o maior porto seguro, e eu falo isso não só por mim, mas por todos.

Ainda mais, depois que você assumiu a gerência da equipe de Buss, eu pude realmente atestar o quão humano e amigo você consegue ser. Tuas piadinhas e trocadilhos bobos, são um dos maiores aliviadores de stress ali dentro, acredite se quiser. Talvez, goste tanto de ti, por você compartilhar do mesmo valor que eu: Trazer risadas, sorrisos e felicidade para dentro daquela loucura que é nossa loja.

Sinto que a missão de trazer um trocadilho novo todos os dias, vai além de gostar dos trocadilhos, e isso se prova quando você tenta ficar dando “lençóis imaginários” no pessoal que vai passando pela cozinha, e as vezes só você tá rindo. Todos te amam profundamente ali dentro, Marcelo, e tenha certeza que eu faço parte desse time.

Só te peço que não deixem passarem por cima de ti. As vezes, me vejo muito em você, procurando sempre ser uma boa pessoa, porém pouco incisivo. Sua falta de vigor, te faz perder sua voz ativa ali dentro. Continue o ser humano fantástico que você é, mas seja mais mão de ferro também. Te vi tantas vezes ser subestimado, por justamente estar perdido dentro da sua bondade. Não permita isso.

Sentirei falta dos teus trocadilhos e das caronas para casa.
Queria arrumar um trocadilho pra fechar teu texto, mas acho que, algo que melhor expressa você do que um trocadilho é: PUUUUTZ!

Hélio: De começo, eu te achava um saco, Hélio. Apesar de ser um ótimo bartender, e se “preocupar” (e bota aspas nisso) com os novatos, ainda mais se eles forem buss, você consegue ser um pé no saco as vezes. Lembro-me, do incidente dos dez porcento, que tivemos, assim que entrei. Sei que eu faltava muito, com justificativa, e sei que eu era lento também, mas a sua voz era muito escutada pela gerência, já naquela época, e a moral nenhuma que eu tinha, após o incidente acabara de ficar negativa. Foi enraivecedor.

Mas acho, que com o tempo, você percebeu que dos males e eu era o menor ali. Não posso falar muito do tempo que trabalhei no período da manhã, mas acho que você deve compartilhar da mesma opinião que a Gabriele: trabalhar ali, mesmo, eu só comecei depois de voltar pra noite.

Acho que consegui te provar, o que era meu objetivo, que eu era capaz e merecia meu lugar ali. Juro que eu fazia de tudo para que você me preterisse entre todos os Buss, quando estava no bar.

Como gerente, acho que você é essencial. Você é abusado e sagaz, o que pra mim, são as características que todos gerentes precisam ter. Na hora de parabenizar, você sabe muito bem, e na hora de advertir e punir, você também sabe. Fico feliz de ao final de tudo, saber que, na sua visão, não sou mais o mesmo buss que entrei.

Entrar na lista do Marcelo, é fácil, difícil é cair no gosto de pessoas como você, Leo Carvalho, Rodrigo Moreno, Ana Paula e tantos outros.

Comprovei isso, quando conversando eu, você e Yan, eu disse:

“Eu sou a prova viva de que evoluir é possível.”

E você retrucou dizendo:
“Verdade. Querido, Victor é a prova viva disso. Entrou aqui era horrível, hoje em dia é outra coisa…”

Uma missão, ao menos, eu cumpri.
Obrigado pelos deboches, pelos “SAI DA FRENTE, HÉTERO PASSANDO”
Tenha certeza que, assim como alguns, sua imagem está atrelada ao Outback Tijuca, e eu espero que não saia.

Maria Elisa: Maria Elisa nada, é Lisi pra mim.

Lisi, você é uma das pessoas que vou sentir falta, com certeza.

Afinal, você pode não saber, mas junto com a Brenda, você foi uma das primeiras pessoas à demonstrar empatia comigo ali dentro. Você não foi rude, não foi má ou até infantil comigo. Minha primeira lembrança com você, foi logo no meu primeiro domingo trabalhando na loja. Eu derrubei um salva-buss, do bar, inteiro no chão.

Naquela altura, eu já me achava um lixo por ter derrubado o salva-buss e eu vinha de uma semana exaustiva e de bullyings. Achei que você iria me humilhar na frente de todo mundo, mas não. Você pegou os pratos quebrados, me ajudou e disse:

“Tá tudo bem. Acontece. Não fica nervoso. Por isso você tem que procurar sempre esvaziar o salva buss do bar. Pra evitar que isso aconteceça, ok? Mas relaxa que tá tudo certo.”

Caramba, aquilo foi como um braço de mãe. 
Ou melhor, de “irmã”. 
Lembro-me das nossas aberturas na loja. Eu, você, Julinha, Marjory, Lorraine… Aprendi bastante com vocês. Não nego que sempre critiquei seu front no bar, mas te achava uma das pessoas mais gentis, junto com a Julinha, daquele bar. Eu tinha certeza, que de você, eu nunca levaria uma patada sequer. E se por ventura você chegasse à esse ponto, você se desculpava ao final de tudo.

Fico feliz em vê-la assumindo ma posição maior. Assim como Marcelo, sua gentileza e empatia, contagiam à todos. Não se surpreenda, quando todos lhe procurarem para sanarem seus problemas (como eu já ouvi e presenciei durante os plantões), pois com você sabemos que vamos encontrar calmaria. Um pouco mais repreensiva e enérgica que o Marcelo, mas com certeza calmaria.

Fico triste em não poder mais compartilhar um feriado de páscoa, daquele, como compartilhamos. Mas saiba que estará eternizada em minha memória. Desde sua primeira empatia, ao dia que me comparou com seu irmão.

Beijos do seu amigo que parece seu irmão.

Ana Paula: Chegou a sua hora hein? Eu disse que ia fazer um pra você sim, porém achei que não ia ser tão cedo, mas a vida tem dessas né? Engraçado que quando eu colocar isso no mural, você ainda vai estar longe de voltar. Mas espero que deixem ali pra pelo menos chegar até você.

Sabe, Ana, você foi meu primeiro tapa na cara ai dentro.

Além dos bullyings do Derek e da realidade que me acometia naquele momento, você foi meu primeiro choque de realidade com a vida adulta.

Na primeira semana, eu levava esse lugar como um bico. Um menino mimado que só, com uma mentalidade de: Isso é só “trampo” que eu ia arrumar pra ocupar a cabeça, pagar umas dívidas e ir embora, não podia prestar né? Claro que não. E aposto que você pensou o mesmo.

Nunca mais esqueço da minha primeira falta, no meu primeiro final de semana na loja, onde todos os buss faltaram. Você me ligou, puta da vida, me descendo a lenha e eu, sonso e ingenuo disse:

“Achei que tava de boa em só não aparecer”

Demonstrando o quanto eu, mesmo que inconsciente, subjugava esse lugar. 
Já você, foi deixando bem claro:

“Qualquer emprego que você falta, você tem que notificar”

Uma coisa básica, mas que eu precisei escutar pra me ater aos fatos. E acho que nossa convivência foi assim até recentemente, não é? Você correndo atrás de mim, tentando me ajudar, e eu fugindo, mas aprendendo aos poucos. Temos que agradecer, e muito, à Amanda. Sem ela, acho que estaríamos os dois em pé de guerra ainda. Continuo te achando um saquinho, mas hoje, diferente dos meus primeiros meses, tenho apreço por você.

Seus elogios pesam uma tonelada, do mesmo jeito que suas críticas. Para bom entendedor, basta dizer isso para que se entenda o quanto eu dou valor a sua opinião. Confio muito em você.

Talvez seja a gerente mais equilibrada ai dentro. 
Defendo-te com unhas e dentes, pois sei que você não julga mal e que preza pelo bom trabalho, e se julga, tem a capacidade de pedir desculpas, mesmo que seja de um jeito muito ruim.

Já ouvi tantos dizerem: Acho Ana Paula uma estupida e grossa. E sempre respondo: Tenho certeza que você só faz besteira, se fizesse certo, ela te defenderia até.

Digo isso, pois vivi essa realidade. Vivi, nesse tempo de casa, para te ter como meu nêmesis, como vivi para te defender como minha líder.

Acho que dá gerência, você é a que vai mais me fazer falta. Não escutar mais “Vitu” vai ser de partir o coração. Mas pode deixar que as lições que aprendi com você, eu to levando comigo pra Vila Isabel.

Venha me visitar lá qualquer dia, e me verá sem um fio de barba e sem quaisquer atrasos. E sim vou limpar as superfícies de metal lá com EcoShine.
E larga dessa mania de odiar treinee.

Até mais, chara da minha mãe.

Marquinhos: O meu amigo, finalmente você chegou aonde você sempre mereceu estar hein? Quantas vezes não te vi fazendo fechamento dos outros, não pela auto-promoção, mas sim só por querer ajudar. Quantas vezes não te vi metendo a mão em caixas errados, trabalhos que não eram seu, pra tentar ajudar?

Teu senso de trabalho coletivo é um absurdo. Devo dizer, que não tenho tal senso, e admiro-o muito. Tu, pra mim, sempre foi um norte. Eu lembro de dizer constantemente: “Um dia quero ser que nem o Marquinhos”

Te achava, e ainda acho, implacável. Lembra que você me disse pra aguentar só mais um pouco? Não aguentei amigo, pelo menos não aqui. To indo galgar algo novo, maior e diferente. Me perdoe.

Fico com um peso no coração e na consciência de não poder retribuir toda ajuda e suporte que você me dava e prometeu dar, depois que voltasse. Desculpa, meu amigo, mas achei que essa foi a melhor escolha.

Meu sonho era ser treinado por você (Ou pela Grazi, não escondo isso), e isso já me tiraram. Queria ao menos ter um plantão ao teu lado, mas infelizmente não desfrutarei disso.

Só peço que não desista. Não se quebre ai dentro. A pressão e a tentação são grandes, mas continue o norte e o exemplo que você sempre foi e será pra mim. Nossas cervejas não vão morrer, se tornarão menos frequentes claro, mas não deixarei uma tradição dessas morrer.

Obrigado por acreditar em mim quando ninguém acreditava.
Por depositar suas esperanças em mim, quando todos diziam o contrário.
Acho que sem tua amizade, eu teria me metido em problemas muito maiores ali dentro.

Tu tava sempre ali comigo, me protegendo. Me norteando. Eu trocava de turno, você vinha logo atrás. Um verdadeiro irmão.

Acho difícil eu encontrar um Marquinhos por lá. Não vai ter Fernanda Muniz que junte esses dois moleques tão diferentes, mas ainda sim tão parceiros. Pra não morrer na memoria, foi mal te passar o lado errado do 415 naquela noite! Eu nunca tinha pego aquele ônibus hahaha

De um abraço na Helena.
Te vejo por ai meu amigo.

Leo Carvalho: Chegou sua hora, Deus Grego.

Brincadeiras à parte, o que tenho pra te dizer é:

Obrigado.

Por você, Leo, tenho apenas gratidão.

Quando você entrou, eu era bem contra sua permanência. Te achava chato, certinho demais, padrão demais. Você não era Tijuca, era qualquer coisa, menos Tijuca. Prometi a todos, que você não aguentaria ficar ali. Eramos indomáveis demais para você.

E eu não consigo expressar outra coisa que não seja gratidão, por ter permanecido e domado essa loucura que é a Tijuca, e a mim obviamente. Você pra mim, foi como um pai ai dentro: nunca facilitando, mas sempre incentivando e corrigindo.

Acho que poucos conseguem enxergar a real revolução que você fez aqui. Você fez pessoas, como eu, terem disciplina, ética e respeito. E isso, Leo, eu carrego agora pra toda minha vida. Seu zelo pela disciplina é incrível. Claro que isso é um trabalho conjunto com todos os outros gerentes, mas com certeza você é o mais regrado daqui.

Não só você resguarda a ética da empresa e a disciplina, como você, como todo bom pai, recompensa aqueles que demonstram mudanças e se encaixam ao seu código de conduta. Você demonstra que se bem feito, você será bem avaliado e recompensado eventualmente.

Se o meu nome conseguiu aparecer no meio de tantos Buss do Rio de Janeiro para sanarem as crises de Vila Isabel, eu entrego quase que totalmente, essa conquista à você. Gostaria de ter virado waiter, dentro da sua gestão, mas acredito que em breve, lhe mostrarei que sou capaz lá também.

Se de fato tudo que você disse sobre Salim é verdade, tenha certeza, a semente que ele plantou em você, germinou num carvalho (trocadilho?) forte e imenso. Não sei se essa semente se plantou em mim, mas estou indo pra Vila Isabel correr atrás dos meus sonhos.

Te agradeço por me fazer ser outra pessoa hoje em dia.
Uma pessoa mais profissional e responsável.

Eternas gratidões.
Só evita, por favor, dar aqueles teus ataques loucos de bipolaridade. A gente toma uns sustos, que rapaz, só a gente entende. De resto é isso.

Gabriel Trab: Trab, te considero como um filho. Sei quem te treinou foi o William, mas pra mim você e um filho. Tudo que eu pude te ensinar, eu juro que tentei.

Você vai longe, moleque. Teu comprometimento e sagacidade são incríveis, não atoa já é o treinador da equipe. Continua assim mano, que você vai muito longe.

Ghislain: Meu mano, sentirei saudades dos nossos fechamentos lendários. Espero que consiga logo subir e se achar na loja. Estarei lá torcendo pelo seu sucesso! Tu consegue mano, não desista agota!

Mayara: Agora May, você é a mais velha. Deixo essa equipe em suas mãos para você coordenar. Trate os como eu sempre te tratei: com amor e empatia sempre. Eles são sua familia. Todos somos. Espero que você consiga crescer !

Tatiane: Tatiane CLEA HAHAHAH. Vou sentir falta de você, minha irmã. Espero que eu tenha te passado a visão que somos todos uma família. Todos devemos querer o bem um do outro sempre. Sei que é difícil, ainda mais sendo mulher, mas acredite em si mesma. Você tem um potencial incrível. Me lembra muito eu quando comecei, então aproveita logo e mostra do que você é capaz e ao que veio! Quero te ver de waiter logo!

Lucas Marçano: Conseguiu ! Seu safado! Mano fiquei muito feliz por você. Saiba que sempre te considerei muito. Você é tudo que o Outback Tijuca precisa, alguém que alegre nossos dias, mas que tenha responsabilidade no final.

Você é o que eu mais acredito e gosto de ter como exemplo. Continue assim, por favor! Não caia na tentação e na amargura da ganância dos waiters.

Você é muito mais do que isso.

Eu posso estar indo pra Vila Isabel, mas nosso projeto Boy band está de pé ainda. Até mais meu parceiro.

Marlon: Meu único e legítimo filho. Espero, meu filho que eu tenha conseguido ensinar tudo que eu pude. Fiquei sabendo da sua derrocada, recentemente e se tem uma coisa que eu quero que você saiba é: Não entre por esse buraco.

Eu já estive lá, e hoje me arrependo muito. Minha última lição pra você é essa. Não se deixe abater pelo cansaço e males da loja. Foque no positivo e nas alegrias que ela lhe trás, do contrário você vai se derrotar sozinho ai.

Te quero muito bem, meu filho. Você merece. Eu conheço você e seu trabalho e sei que você é excelente, só não se perca.

Ainda tá me devendo um Carnaval, hein? Ano que vem a gente acerta!

Karoliny Luchmeyer: A última a entrar no barco. Quem diria, srta. Karol, que logo você, iria ganhar um espacinho aqui?

Aquela garota que eu considerava sonsa, cínica e gananciosa ganhou um bom pedaço do meu coração pra ela. A gente nunca teve muito contato em quase dois anos de loja, mas os últimos meses foram quase uma competição de pontos corridos, pra ver quem ficava mais próximo um do outro.

Temos que agradecer a falência dos bares alheios, a indústria do tabaco mentolado e umas coincidências da vida por nos unir nesse finalzinho de partida.

Mas sabe o que eu acho? A vida não tem essa de coincidencias. A gente se uniu porque precisávamos nos unir. Tava programado já.

Não são dois corações espatifados e desnorteados e a vontade de afogar eles em álcool que trouxe nos dois perto um do outro. Pelo menos eu acho que não.

Foi nossa vontade de se achar no mundo, que trouxe a gente perto. E olha ai, nos achamos e vamos nos achar pra daqui à um bom tempo ainda.

Dai de dentro, Karol, você é a que eu mais quero que abra suas asas e vá voar logo. Você sabe o quanto eu to apaixonado pela tua ideia de vida. Quero muito que você realize teu sonho e se veja livre dos males que a acorrentam aqui. Pela tua história, tu foi feita pra voar, mas nunca te deixavam. Agora a vida te colocou no momento certo, com as pessoas certas.

Não perca o foco.

Nada de: “Oi, meu nome é Karol…” enquanto eu não estiver por perto, compreende? Você é maior que isso. Tua história é maior que isso.

Desejo que nos encontremos antes do teu bater de asas, mas caso não: Nos vemos lá!

Sinceramente, do seu eterno cavaleiro de cavalo branco com um pão e um guaraná.

Obs: Desculpa pelas investidas sempre que eu fico transtornado. Eu posso nunca ter sido pra você, só em fantasia, mas você é um crush bem forte pra mim.

Danielle: Os que sobraram da época do Team Bur, eu e você.

Você se lembra como a gente se juntou? Eu acho a história de como a gente acabou amigos, no mínimo engraçada. Dois cupidos tentando forjar um casal. E no final, nenhum nem o outro deram certo, sobraram apenas os cupidos.

De você, vou levar comigo pra sempre esse sorriso maravilhoso e essa vontade de rir recorrente que você procura. Estar perto de ti é certeza de gargalhar de alguma besteira ou inutilidade que você queira provar. As vezes nem isso, é só sua risada já é capaz de amansar o mais tempestuoso coração.

Lembro-me de ser e estar genuinamente feliz, naqueles rolês loucos que demos. Parecia coisa de Hollywood. Todos num carro, ouvindo música alta, sóbrios de dar dó, mas felizes que só.

Perderia mil vezes meu celular e minhas coisas para quinze assaltantes, pra reviver aqueles dias malucos e sem noção que tivemos. Pra escutar sua percepção de mundo boba e risonha. Tudo pra você parece poder ser levado no riso, na felicidade, na simplicidade.

Enxergo muito de mim em ti. Se a gente não rir, quem vai fazer a gente rir não é? Já temos confirmações e tristezas demais tentando nos engolir,a última coisa que precisamos é lembrar disso. Então, vamos rir que com certeza é melhor que chorar.

Mas já te vi chorar, já te vi derrotada e já vi você mais chapada que um pão na chapa(?). Nunca vou ser o que a Kamila conseguiu ser pra você, mas saiba que eu nunca vou me arrepender de falar:

“Oi Danielle, tudo bom com você?” e brincar de charada, durante um plantão inteiro contigo.

Teu requebrado da branca mais negra do Brooklyn, teus dialetos do I e suas expressões de 1928 vão me fazer falta definitivamente. Desculpa te deixar sozinha nesse barco, mas minha hora já deu.

Fica com Deus, amiga.

Sinceramente, Team Bur.

Maique: Tomodachi! Fico muito chateado de termos no distanciado tanto. Lembro me de sermos colegas reais de trabalho. De zuar um com outro e dividir os problemas pessoais relacionados com o trabalho. Não sei se tem a ver com você estar conectado a outra pessoa agora, ou estar em uma fase mais estressante, mas sinto sua falta meu amigo. As poucas vezes que tentava te chamar, você parecia ignorar e às vezes até desdenhar dos meus chamados. Me senti indesejado.

Queria ter continuado tirando aqueles breaks homéricos contigo, continuar falando com você sobre minhas missões e ouvir tuas histórias de maluco, como chegar em casa em um táxi sem saber como e quando.

Queria ter mais pra falar sobre ti aqui, mas algo nos embarreirou de permitir que isso aconteça. Tenho plena convicção de que seu relacionamento não é o culpado disso, mas sim sua posição recente.

Cansei de lhe falar isso, e repetidamente. Aquele bar não te faz bem. Não volte pra lá. Sei que você quer comprar seu carro e ganhar seu dinheiro, mas ele aguçou seus pior lado e acabou por transformar você.

O Tomodachi que eu conheci, era um cara enérgico, empático e transbordava alegria. Hoje te enxergo cansado, apático, mas ainda emanando alegria. Não se deixe cair.

Sentirei falta de todo dia lhe ensinar uma palavra em japonês nova.

Sayoonara, Tomodachi. Nosso break fica pra outra hora.

Cadu: Nos distanciamos, como eu havia te dito à um tempo, mas saiba que você ainda é um exemplo a ser seguido por mim.

Tua carreira me impulsiona a não desistir. Tu tem tudo pra voar aqui dentro, então voe. Sempre disse que você era o melhor buss da época e se deixar é um dos melhores waiters da atualidade.

Acredito em você pra ir longe, amigo. E forças. Sei o que você tá passando ai dentro, ninguém percebe, mas eu consigo enxergar. Foco no trabalho, mas continue firme e forte.

Dias melhores virão.

Treinadores:

Angelica: Amiga, você é uma incógnita pra mim. Eu só estou fazendo textos pra quem eu consegui me conectar nesses quase dois anos de loja, mas você eu nunca consegui ao menos ter uma reciprocidade.

Não por maldade ou algum tipo de ranço seu por mim, mas algo em você, simplesmente, me embarrera de te conhecer. Sempre quis atravessar esse seu escudo e conhecer a pessoa agradável e carinhosa que dizem você ser, mas algo nunca deixou.

Com você, eu sinto que falhei. Sinto que não trouxe riso, felicidade ou bem estar. Sinto que passei em branco ou até mal lhe causei. Desculpas, amiga. Eu só queria te pedir isso.

Minha sensação de ser marginalizado por você era tanta, que eu desejava nunca treinar com você, por achar que você não ia me adotar como filho ai dentro.

Te admiro tanto, mas nunca tive a oportunidade de deixar isso claro pra você. Se alguém merece o mundo, esse alguém é você. Tua história é incrível, pelo pouco que ouvi.

Queria aprender mais contigo, mas não foi possível. Espero ao menos não ter sido um mal ou um incomodo pra você.

Mas te tenho como um exemplo a ser seguido. Obrigado pela impecabilidade do seu trabalho.

Bruna:

Olha você merece um espaço aqui só por me lembrar que o mundo não é de todo mal. A gente tem contato nenhum quase, mas saiba que sua empatia comigo quando eu entrei foi vital para que eu continuasse na loja até hoje.

Sem os seus “VAMO BUSS!” eu nunca teria conseguido continuar. Obrigado por ajudar e não me afogar.

Ah! Eu vou sentir falta das suas mordidas marcantes.

VAMO TREINADORA!

Grazi:

Eu sei que você acha isso uma viadagem só, Graziela Bentes, mas eu acho que você merece um espacinho aqui. Eu queria me desculpar com você por não ter sido apto ou bom o suficiente pra conseguir me tornar um dos “Filhos da Grazi”. Eu sempre quis fazer parte dessa família e eu tentei do melhor jeito que pude, só não foi suficiente.

Queria muito poder realizar o “sonho” de ser garçom sendo treinado por você. Mas acho que essa oportunidade fica pra outra vida. Vou sentir falta dos teus olhares julgadores, da seu orgulho de nunca admitir que errou (de forma cômica) e de suas alfinetadas que furam mais que a porra duma lança pontiaguda.

Não tive como aprender muita coisa com você, mas pode deixar que eu nunca mais vou empurrar um carrinho. Vou manter minha promessa de nunca derrubar um carrinho de mugs e você vai ver!

Té mais, mãe!

Ana Clara: Você já tem um na sua conta, mas dois são melhor do que um, não é? E acho que esse é e sempre será nosso lema.

Dois, são melhor do que um

Separados, a gente consegue levar, mas juntos, somos melhores. A vida fez questão de mostrar pra gente, pelo menos pra mim, que até na mais amarga e intensa escuridão, há luz. 
Que quando uma porta fecha, outras se abrem.
Quando alguém vai embora, outras chegam

E acho que você é isso pra mim. Você, na minha vida, é a prova viva de que há sim uma continuação pra tudo. Há calmaria depois da tempestade.

Se alguém me perguntasse: “Você viveria de novo toda a infelicidade que viveu nessa loja, toda dor, toda frustração, amargura pra estar aqui e conhecer ela em setembro de 2016?

Eu responderia, com o maior sorriso do mundo, que sim. A vida traça padrões esquisitos e incalculáveis, mas tudo tem um motivo. Pra mim, você ter terminado mil vezes, ter se tornado essa pessoa livre que você é, ter chorado num show em Maricá com suas amigas e namoradas, acabou te trazendo pra cá, e eu ter sofrido, ter me amargurado e escolhido esse caminho, me trouxe até aqui. A vida e nossas semelhanças, completamente diferentes, nos trouxeram um pro outro e acho que é isso que eu tiro da nossa história.

Nossas bobeiras, palhaçadas e ingenuidades nos aproximaram sim, óbvio. Não há ninguém no mundo que iria pensar em dar meia volta na rampa, e fazer dentinho de hamster, no meio do trabalho, só pra dar continuidade numa brincadeira boba.

Não há ninguém que brinque de pique esconde reverso, após um dia exaustivo e muito menos alguém que não aguenta olhar pra um Orangotango e ficar toda derretida com a cara e a barriguinha dele. E com certeza ninguém nunca iria entender minha referência do Smilinguido. Não há outra minga.

Mas além disso, acho que nosso amor, nossa amizade, é fruto de milhões de portas fechadas e de despedidas. E isso pra mim, é maravilhoso e ao mesmo tempo incrivelmente triste, afinal eu vou ter que deixar isso pra trás.

Sabe, eu lutei muito pra ter você do meu lado, e luto todos os dias pra te ter sempre próxima, e é de dar um nó na garganta, segurar a água nos olhos saber que eu nunca mais vou conseguir ter meu abraço diário de todo dia. Ter alguém me dando esporro por ficar me engraçando com as meninas da loja.

Não vou ter alguém falando pra mim: “Não acho engraçado, não acho fofo, vou bater em você” toda vez que eu tentar fazer cócegas.

E dói ter que me despedir.
Mas tenha certeza, que eu não vou fechar essa porta.

Você não pode e não vai embora. Deus juntou dois retardados solitários e não há nada que você faça que vá me afastar de você. Nem mesmo você me dando três bolos e dormindo nos nossos encontros.

Absolutamente nada. Você veio pra ficar e espero que aceite isso. Somos minga e mingo pra sempre. Seja na mesma loja, no mesmo bairro, na mesma cidade, no mesmo país, seja aonde for.

Você é minha melhor amiga e sempre vai ser.

Agradeço muito a Julia e a Brenda, por terem nos deixado. Mal sabem elas que criaram uma das amizades mais sinceras e bonitas que eu já vi.

Vem me visitar! Não me esquece e não me troque ai dentro hein. Eu não sei dividir.

Lucas de Paula:

Mano que dor deixar um parceiro desses pra trás! A gente que é parceiro antes mesmo de trabalhar no mesmo turno, vamos ser separados pelas coincidências da vida.

O quão injusto é isso? Agora que a gente tava curtindo nossa cantoria toda quarta feira, consolidando essa irmandade, a vida decidi por partir, em distância, essa amizade.

Acho que nessa loja, a falta que vai mais me acometer, é a sua. A gente tá junto nessa jornada tem quase um ano, e tu não vai poder me ver crescer e eu não vou te ver crescer também. A gente que lutou tanto um pelo outro, acabamos assim.

Como você sabe, meu irmão, Deus não escolhe aleatoriamente as pessoas para se conhecerem. A gente já se conhece de outras vidas, e fico honrado de ter te encontrado nessa, mais uma vez.

Espero não perder sua amizade. Farei de tudo para manter essa amizade firme e forte, que aconteceu por conta de um bom rock n roll e muita macumba.

Salve Ogun, meu irmão.

Te amo pra caramba cara. E como diria nossa clássico: Dream on, dream until a dream comes true. Eu to correndo atrás do meu! Corre atrás do seu ai também!

Flavia:

Minha princesa! A macaquinha orelhuda mais linda dessa loja! Você lembra de quando entramos juntos? Fizemos entrevistas no mesmo dia, lado a lado. Quem diria que eu ia desenvolver um amor tão grande por aquela menina com carinha de mimada?

Acho eu, que você é uma das poucas pessoas que eu realmente gosto aí dentro. Você não quer saber se a gente tá feliz ou triste, o importante é fazer suas bobeiras e palhaçadas diárias.

Te acho um achado raro no meio de tanta gente insensível e egoísta. Você transmite e emana paz e alegria. Olho pra você e enxergo uma verdadeira palhacinha. Não no sentindo pejorativo, mas na concepção de trazer alegria pra todos nós.

Acho que peguei um pouco dessa ideia, junto com você, Vinícius, Belinha e quis também espalhar sorrisos pela loja. Que o Rodrigo nunca leia isso, mas as vezes eu ia pra loja só pra rir das suas bobeiras e fazerem os outros rirem também.

Minha paixão, vou sentir falta das ruas bobeiras, dos teus recitais silenciosos dos pedidos dos clientes para si mesma, das suas macaquices de subir em cima da 46, de brincar de pique esconde reverso e dos seus bullyings com o Pedro Manuel.

Eu que já sentia uma falta tremenda sua no meu ouvido, zerando a espera comigo, vou sofrer sem suas bobeiras e sorrisos por lá.

Mas não se preocupe, to levando seu espírito e sua alma comigo. Deixa comigo, que ninguém vai deixar de sorrir naquela loja, como você sempre me fazia sorrir.

Belinha: Mano, trabalhar sem você vai ser foda. Você é um dos únicos que compactua com as minhas mongolices aí dentro. Não ter mais meu amigo comunista amininistrador e infantil, vai ser dose. Espero que você irrite muito ainda as pessoas ai, sem mim. Continue xingando todos e a tudo, pois esse é você mano. E é você que ajuda as pessoas a não perderem as estribeiras, com as suas bobeiras.

Sintirei sua falta, meu amigo monocromático.

Fernanda Lima: Fefe, chegou minha hora. Fico chateado da nossa amizade só começar a florescer agora, no finalzinho da reta. Nunca fomos próximos, mas nos últimos meses, ficamos feito unha e carne. Fico aliviado de saber que pelo menos terei como te ver alguns dias.

Meu coração transbordar de alegria em saber que, mesmo longe, sua empatia e amizade por mim são tão grandes, que você se disponhe a ir me buscar lá.

Sempre te julguei uma pessoa grossa e insensível, mas percebo que o insensível era eu de nunca ter percebido a pessoa maravilhosa que você é.

Peço perdão por ter demorado tanto tempo para cultivar essa amizade tão gostosa que é a sua. Mas antes tarde do que nunca não é?

Stella: Você também é outra, miga. Demoramos tanto tempo pra nutrir essa amizade gostosa, e agora que eu vou embora, é que ela começa a dar frutos.

Poxa sempre trabalhamos juntos e nunca nos atentamos para as pessoas maravilhosas que nós poderíamos ser um para o outro. Queria ter um textão imenso pra você, mas somos muito recentes não é?

Mas te acho importante o suficiente pra mim pra te dizer que você vai fazer falta agora. Nos últimos minutos do segundo tempo, você consegui entrar na minha vida. E agora? Como que a gente faz? Como que a gente se vê mais ?

Me promete cultivar essa amizade! Vamos continuar mesmo depois daqui. Seja toda quarta, toda folga ou até mesmo um comentário pelo Facebook, mas vamos!

Faby: Mãe minha! Vou tentar escrever um testículo pra ti.

Gostei muito de ter na noite conosco. Acho que te deu uma boa prova, da insanidade do que é aquilo ali. Te achava um pouco insensível e prepotente sobre sua capacidade no trabalho. Não sei se foi sua vinda pra noite ou eu que comecei a trabalhar mais perto de ti, e vi que você não era nada daquilo que eu pensava. Existia uma pessoa competente e carinhosa por trás daquela cara amarrada.

Acho engraçado essa nossa “família” e como ela se deu, mas juro que levo um pouco a sério isso. Pode deixar, que do Pai, eu cuido! Ele, assim como eu, vai poder recomeçar do zero, reescrever a história dele, e eu vo tá ali pra não deixar ele marcar bobeira. To zelando por vocês dois.

Fico feliz de você ter me aceitado nessa brincadeira nossa. Trouxe uma amizade muito gostosa e agradável pro meu convívio. Espero ter feito dos seus momentos ali dentro, mais felizes e menos estressantes.

Afinal, um filho só quer o bem da mãe!

Sabrina: Braba! É ela, a mais braba de todas!

Braba, fico chateado de perder um fechamento tão certo como você. Você é simplesmente incrível. Tá contigo, é certeza de uma resenha agradável e de alta qualidade.

A gente nunca para pra conversa direito, e quando paramos, geralmente estamos transtornados de bêbados. Nossas loucuras, de acabar com a cerveja de um bar inteiro, nunca vão morrer, tenha certeza.

Tem muito Seu Bruno e 665 pra gente detonar por ai ainda.
De resto Braba, quero falar do quão eficiente você se tornou ultimamente.

Não sei se você notou, mas você evoluiu muito nesse trabalho. Esses últimos dias, eu só conseguia prestar atenção no quão precisa, astuta, sagaz e perspicaz você tinha ficado. Você estava coordenando, junto com o gerente, o plantão. Ditava as mesas liberadas, debatia as ideias e propostas com ele e até argumentava possibilidades que você julgava melhores, visto a situação na qual nos encontrávamos.

Só digo que você ta no caminho certo, não tem erro, segue essa linha que o seu já tá garantido, afinal TU É MUITO BRABA!

Mariana: Eu não vou ter muito o que falar sobre você, Mari. A gente se conhece pouco, e nunca paramos pra conversar e se conhecer. Mas eu sempre quis deixar algo muito claro: o amor que eu sinto por essa menina ai que tá pra vir no mundo.

Eu nunca gostei de crianças. De verdade.
Eu sempre odiei crianças, até o dia que você me contou que essa princesinha tava vindo ao mundo.

Você lembra? Não sei você, mas eu com certeza lembro. Eu estava tendo uma das piores crises de ansiedade que eu já tive. Dava pra sentir os calafrios, algo quase sobrenatural. Dava pra sentir coisas horríveis em minha mente e eu lembro de você parar algumas vezes pra saber se eu tava bem, e eu sempre responder com uma cara de: “Só não to morto, porque to respirando mesmo.” Até que você parou e me disse:

“Vou te contar uma coisa, é segredo, ok? Eu estou grávida.”

E eu lembro até hoje, da sensação que eu tive, quando escutei isso. Parecia as que alguém tinha acabado de jogar uma luz, tão intensa, mas tão intensa sobre aquela coisa ruim em mim, que ela pareceu ter se esvaído no mesmo momento.

Eu lembro de te abraçar na hora e ficar legitimamente, muito feliz por você.
Não sei se você fez pra me distrair ou pra tentar mostrar o quão problemático isso podia ser pra você, mas foi a melhor notícia que eu recebi naquele dia.

Desde lá pra cá, eu amo essa menina, e passei a amar crianças.
Ela significa um montão pra mim.

Então, pelo amor de deus, cuida dessa pimpolha! As vezes meu coração fica aflito quando vejo você com aqueles lábios brancos. Minha vontade é de te mandar pra casa, e você só voltar com ela nos braços.

Desejo que tudo dê muito certo pra você e pro Pietro (Ahá! Agora eu acertei hein!) e que a Giovanna traga muita alegria pra vocês, como ela já trouxe pra mim. 
Dia cinco, se tudo der certo, eu vou estar lá sim.

Por fim, queria dizer que agradeço sempre sua honestidade.
Ela foi vital em alguns momentinhos ai dentro.

Jessica: Ai cara, como eu vou viver sem meu saco de pancadas favorito? Jessica, a principio, eu usava você como um jeito de conseguir conversar com a Isabella. Vocês duas eram amigas, por entrarem juntas, e eu precisava quebrar gelos toda vez que ia na recepção tentar falar com ela.

Mas alguma coisa, simplesmente do nada, me despertou e eu comecei a ter um carinho imenso com você. Adorava ir na recepção dar uma provocada em você, dando uns tapa, umas cardapadas (?) ou quaisquer tipo de implicância.

Juro que todas foram para demonstrar empatia e afinidade.
De você, vou sempre lembrar de como reagiste na frente do muso dos teus sonhos, de surpresa. Sua cara foi impagável.

Aquela resenha no Lucas, foi agradável.
Espero que encontre seu caminho ai dentro e que melhore essa tua escolha pra macho ai hahaha.

Luisa Luchmeier: Luisa, eu queria ter um textaço pra você. Você merece tantas palavras, mas temos poucos momentos para falar sobre.

A gente sempre pode lembrar daquela doideira que foi sair numa sexta-feira (de chuva?) ir pro Shennanigan’s, eu te apresentar mojito, irmos pro Lapa Irish Pub, irmos pro meio da Lapa, acabar conversando com uma galera no meio da rua e ainda descolar uma carona pra casa.

Com certeza, esse é um momento eu nunca vou conseguir esquecer. Mas acho que pra você, eu quero focar no quão seu trabalho me dá segurança.

Sair com você, é uma aventura. Tão avoada, tão ingênua, tão diferente! Até mesmo durante o trabalho, é impossível decifrar sua expressão. 
Agora trabalhar com você, é certeza de que tudo vai correr bem.

Eu fico irritado e chateado de não te ver sendo promovida. Você é um dos melhores profissionais que temos ai dentro. Você executa tudo com perfeita maestria e destreza. Algumas vezes, não nego, você já conseguiu me irritar com a sua teimosia, mas você merece mais do que lhe estão dando.

Sentirei saudades da melhor dupla de porteiras com a qual eu já trabalhei. Mas se a Kimberly é a expressividade dessa dupla, tenha certeza você é a mente por trás dessa recepção.

Por algum motivo, nos afastamos um pouco, e perdemos a oportunidade de criar um laço afetivo maior, mas fico feliz de ter sorrido e vivido um pouco do teu lado.

Ah, e sempre use rabo de cavalo.
Você fica linda com ele.
Tchau, Hannah Baker!

Mozão: Mozão, enfim, você vai ter um momento só seu dentro da minha mente.

Chegou sua hora de se imortalizar em meus pensamentos por algumas horas, e eu pensar o quanto cada risada, cada expressão e cada gesto seu, pode significar.

Devo dizer, parabéns pela música.
A última vez que escutei ela, foi quando pedi minha ex-namorada em namoro. Já te contei a história né? De escrever na areia, levar flores, cantar e tocar violão pra ela, não é? Ótimo. Assim a gente já se adianta.

Você lembra de como a gente começou nossa amizade? Você reclamava (e eu acho muito hilário, de uma maneira aconchegante, que isso se repita até hoje) que eu não te respondia nos rádios. Que eu não te dava atenção e que eu era muito sério.

Naquela época, eu estava com uma mania infame de chamar qualquer garota do trabalho de: mozão. Comecei, acho eu que, com a Flavia, mas ela não ligou muito não. Mesmo que ela reivindique isso até hoje, ela certamente deu tanta importância quanto ela consegue dar pra atenção dela. Por ventura, eu acabei te chamando assim, em algum tipo de fechamento, e juro que foi com cem por cento de malícia.

Meu objetivo era me aproxima de você e eventualmente acabar ficando com você, mas eu simplesmente amo como a vida (Deus?) tem tudo programadinho pra gente. Você não veio pra ficar comigo e me largar de qualquer jeito, como certas pessoas. Você veio pra ser algo muito maior que isso.

Veio pra ser um tipo de namorada, bem diferente, mas que diferente das outras, nunca me deixa, não importa o aspecto. Seja ele físico, emocional ou até mesmo em pagar mico. Você tá presente não importa o que seja.

E é isso que eu mais amo em você.
Eu amo sua existência em minha vida.
Ela reluz todos os tipos de luzes possíveis. Você brilha demais, Kimberly. 
E agora eu uso Kimberly, pois eu falo muito sério.

Eu juro que sou apaixonado por você e tudo que você representa. 
Você, pra mim, representa fulgor no véu intenso da escuridão. Riso nas mais profundas tristezas.

Me dói partir dai, pois, diariamente, eu não vou ter mais alguém que faça um escândalo só pra segurar minha mão, me abraçar e me dizer: “Mozão!”

Você, acho eu, que não consegue conceber a dor que é te deixar ai, pois eu sei que eu também ilumino sua vida. Meu coração veio na boca no dia que eu te falei que ia embora, e você veio chorando pra mim, alguns minutos depois.

Minha vontade era de dizer não pra tudo e ficar ai com você. Como que eu deixo minha namorada pra trás assim, não é? Não posso. Quem vai cuidar de você, se a primeira pessoa que você correu, num momento de extrema fraqueza, foi eu?

E quem vai cuidar de mim? Quem vai gritar mozão pra mim todos os dias? Ficar dançando na minha frente só de bobeira? Ficar cantando?

Quem vai cuidar da gente?

É com imenso pesar no coração que escrevo tudo isso. Tua falta não é mensurável. Não há palavras descritas e conhecidas pela língua portuguesa que consigam por a angústia que me dá em nunca mais te ver todos os dia. Tua risada estridente tá se perdendo nos ecos da despedida, e eu não quero dizer tchau pra isso.

Queria dizer tchau só para as coisas ruins.
Não para as coisas boas.
Não para o meu anjo da guarda.
Não pra minha namorada.
Não pra minha paixão.
Não para o meu mozão.

Mozão, eu to indo embora, e espero eu que seja só de loja mesmo. Não suma, não vá embora. Me procure, por mais que eu não te procure, eu to sentido saudades suas.

Fica bem, já já a gente se esbarra de novo. 
E SEM SER TROUXA!

Isabella:

Isabella, seja bem vinda ao seu texto.
E sim, você é a décima primeira fita.

Desculpa, mas eu não ia te poupar mesmo disso hahaha. Esse momento é seu, então, sente-se e tente desfruta-lo da melhor forma possível.

Pra começar, eu não queria te por aqui, de verdade. 
Sei o quão forte e o quanto isso pode te impactar, mas como eu disse logo acima, eu não acho justo também te poupar disso. Como você mesma já cansou de me dizer: “Não existe isso de certo ou errado.”, então eu acho que você merece ter um momento só seu aqui também.

Sei também que você desejaria que esse momento fosse bem menor. Algumas linhas e fim.

Mas ele não vai ser. 
Ele vai ser o correspondente ao tamanho do que eu senti (sinto?) por você.

Sabe, Isabella, por menos que você queira acreditar, eu também não queria ter um texto pra você, em verdade nunca quis. Eu juro que eu nunca quis ter apreço por alguém, no momento em que nos conhecemos. Te asseguro que eu só queria me distrair com alguém, mas como a gente resiste alguém que manda mensagem dizendo: “Ai, você tinha que ter me beijado antes! Eu não sei mais fazer essas coisas. Eu tava tímida, não conseguia segurar sua mão, fazer nada”? Difícil né?

Eu até resistiria se fosse só esse seu jeitinho bruta-charmosinha de ser. Mas de algo tenho certeza: seu sorriso, com ele eu não tenho chance alguma.

Ele desmonta.

O sentimento que emanava dentro de mim, quando você deixava escapar um sorrisinho, enquanto me olhava, era tão sublime, mas tão forte. Procurar por ele no meio do caos dos plantões, era como um barco procurar por um farol numa tempestade.
Era impossível resistir quando você ficava deitada em meu colo, e ficava me explicando seus planos e idéias, com sua linha de pensamento única e espontânea. Eu me perdia todo.

Queria ter vivido todas aquelas ideias malucas que você dizia pra gente fazer. 
Queria ter ido os dois de palhacinho no carnaval, ir no AquaRio, ir na exposição da casa da Alice no País das Maravilhas, passar um dia vendo Netflix com você, mas a vida tem dessas né?

A gente se esbarrou na hora errada. Fico triste pelo nosso desencontro, queria muito conhecer mais dessa garota louca de Maricá, mas nem arranha a casca da sua superfície você deixou.

Acho que nunca mais vou me esquecer de você, afinal você me marcou. Seja escutando City of Stars, escutando o tema da Mia e do Sebastian, ou lembrando da primeira vez que te conheci.

Você nem deve lembrar né? Mas eu lembro direitinho.

Você parada ali do lado da Luisa, do lado direito dela, usando óculos, cabelos loiros ainda, as duas encostadas no quadro de avisos, perto do plano da cozinha, e no meio das explicações dela, ela aponta pra mim que passava pela cozinha e diz pra você: “Esse é o mozão.” — com toda simplicidade do mundo.

E você deu aquele sorriso, que sempre me desmonta inteiro, e disse: “Ah! Oi!”

Acho que nunca mais vou esquecer desse sorriso, isso sim!
Então preserve-o. Não deixe nada, nem ninguém arranca-lo nem que seja por um segundo. Nem ele, nem ninguém merecem seu ódio e suas lágrimas, absolutamente ninguém.

Não se perca nesse sentimento ruim.

Vou sentir muito sua falta, por mais que eu não queira. 
Até breve (ou não)

À todos que eu não botei o nome aqui, eu gostaria de ter tido mais contato com vocês, mas nem sempre a vida tem dessas. Não fique chateado ou irritado, eu gosto de você com certeza, eu só não tenho intimidade de te expor aqui em público.

Todas essas pessoas tiveram uma história, mínima que seja, comigo.
São pessoas que me marcaram.
Mas não se iluda, há tempo ainda para que você faça parte dessa vidinha mixuruca, que é a minha.

Por fim, termino aqui minha jornada por esse lugar.
Até mais breve, BZ17!

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