O propósito da vida não é a felicidade, mas a utilidade!

Cresci guardando o princípio de que a felicidade é o propósito maior da vida de qualquer ser humano. Nada mal, afinal de contas, se eu perguntasse para uma plateia de auditório quem desejaria ser feliz, ali todos indistintamente levantariam a mão afirmativamente. Crescemos ouvindo isso, contudo, logo convém afirmar que a maior parte das pessoas possuem esta mesma ideia. Mas o que há de errado em desejar ser feliz?
O texto de Dário Forroux, originalmente intitulado The Purpose Of Life Is Not Happiness: It’s Usefulness. Argumenta que nós somos o que somos.
- Você compra alguma coisa, e você pensa que aquilo faz você feliz;
- Você se conecta com as pessoas, e você pensa que isso faz você feliz;
- Você consegue um emprego bem remunerado, do qual você não gosta, e pensa que isso faz você feliz;
Mas no final do dia, você está deitado(a) na sua cama (sozinho(a) ou ao lado de alguém), e você pensa: O que vem depois dessa busca infindável pela felicidade?
Bem, eu posso dizer a você o que vem depois: você vai procurar algo aleatório, que acredita que te faz feliz. Simples assim! O que é tudo uma fachada, um engano […] uma história que foi inventada.
Segundo o autor, até o filósofo grego Aristóteles mentiu ao dizer que “A felicidade é o significado e o propósito da vida, o objetivo e o fim da existência humana”.
Acho que temos que olhar para esta citação de um ângulo diferente. Porque quando você lê, você acha que a felicidade é o objetivo principal mesmo, e isso é o que a citação também diz.
É aqui que está a coisa! Como você adquire felicidade?
A felicidade não pode ser um objetivo em si mesmo. Portanto, isso não é algo viável. Eu acredito que a felicidade é meramente um subprotudo da utilidade. Quando eu comento sobre esse conceito com os amigos, familiares e colegas, eu sempre encontro dificuldades para colocar isso em duas palavras. Mas vou fazer uma tentativa aqui:
Muitas coisas que fazemos na vida são justamente atividades e experiências:
- Você curte um final de semana;
- Você vai para o trabalho;
- Você vai às compras;
- Você sai pra beber com a galera;
- Você sai pra jantar com alguém especial;
- Você compra um carro; Etc…
Essas coisas são capazes de fazer você feliz, certo? Mas não são úteis. Fazendo isso, você não está criando nada. Você só está consumindo ou fazendo alguma coisa, e isso pra você é ótimo.
Não me interprete mal, como todas as pessoas normais, gosto de fazer todas essas coisas. Mas, para ser honesto, eu não sei se esse é o verdadeiro sentido da minha vida.
O que realmente me faz feliz é quando eu sou útil. Quando eu crio alguma coisa que possa servir para os outros. Ou mesmo quando eu crio alguma coisa que eu possa usar.
Por um bom tempo, eu encontrei dificuldade para explicar o conceito de utilidade e felicidade. Mas quando recentemente eu encontrei uma citação de Raph Waldo Emerson, os pontos finalmente se conectaram.
“O propósito da vida não é ser feliz. É ser útil, ser honrado, ser compassivo, ter alguma diferença em viver e viver bem. ”
E eu não entendia isso antes de me tornar mais consciente daquilo que estou fazendo da minha vida. E isso sempre soa pesado em tudo. Mas é realmente muito simples.Você fez coisas úteis em sua vida? Bem, você não precisa mudar o mundo nem nada. Apenas faça as coisas serem um pouco melhor do que eram antes de você nascer.
Você consegue ver? Não é nada grandioso. Mas quando você faz pequenas coisas que são úteis todos os dias,e ajuda pessoas a viverem melhor do que antes, a vida tem mais sentido.
Viver adotando o princípio da utilidade é uma forma de pensar (mindset). E como toda forma de pensar (mindset), tudo começa com uma simples decisão. Um dia eu acordei e perguntei a mim mesmo: O que eu estou fazendo por este mundo? A resposta foi: nada!
Não leve a vida tão a sério. Não perca tempo pensando demais sobre as coisas que fogem ao seu controle. Apenas faça algo que seja útil. Qualquer coisa!
Traduzido e adaptado por Victor Antonio. Para ler o texto original em inglês clique aqui
