Sábado-feira
Despertador.
8 horas da manhã.
Hora em que eu faço o meu xixi matinal e escovo os dentes com aquela novidade nos olhos de quem lê uma revista de fofoca
Arquiteto em formação, estudo para entender as necessidades da cidade e atender aos anseios populares de forma a dialogar proposta com materiais, tecnologias, mundo, clima, intempéries, pessoas.
Muitas vezes as intempéries são seres humanos, homo sapiens, estes os quais eu gostaria de entender melhor. Me perguntei hoje mesmo: estamos evoluindo? Chego a me perguntar se faz sentido a evolução ser para pior, evoluir para um estado anatomicamente e plasticamente superior porém com danos interiores cada vez mais agravantes.
A reprodução de moldes estabelecidos em muito facilita o processo cerebral e a fluidez do assunto na mesa do bar.
Cabe citar aqui também uma linha de pensamento muito comum utilizada que eu gosto de chamar de achismo científico. É tão confortável. Você acha, você sabe. Traz muita (in)segurança, como mais achar conveniente e de acordo com as sensações que se dispõe a sentir. Fontes extremamente seguras diretamente da ínfima massa encefálica que se prontifica a trabalhar durante o almoço em família no sábado. Ou no domingo.