Diferentão

O “ser diferente” se tornou uma arma para esconder o quão humano nós somos.

Vivemos numa geração extremamente rápida, as coisas mudam, acontecem e se desfazem muito rápido. E isso exige de nós uma postura um tanto quanto fria para suportarmos essas mudanças.

Sentimentos considerados fracos não encontram espaço nesse grande escritório ambulante que nos tornamos a cada dia.

Trabalho, responsabilidades, busca pelo sucesso,tudo isso nos é imposto como verdades absolutas e como ápice da realização pessoal, ditada como único caminho possível e seguro a ser trilhado.

Porém, há aqueles que conseguiram ou ao menos tentaram “pensar fora da caixinha”. Os atualmente considerados “diferentões”.

Existem tanto caminhos, tantas possibilidades e mesmo assim somos fadados a seguir o que a maioria dita como caminho certo?

Muitas pessoas se rotulam tanto quanto um outdoor que nunca tem seus anúncios removidos e sempre recebe um por cima do outro, tentando assim esconder o seu verdadeiro eu, ou pior, querendo ter muitos “eus” para assim ser melhor aceito na sociedade, se forçando a gostar de algo para se sentir incluído.

As diferenças se tornaram pseudo armaduras. É quase como uma necessidade, uma obrigação esquecer que somos humanos, que temos fraquezas e sentimentos, que cometemos erros. Entretanto somos e isso é inegável.

O “ser diferente” se tornou uma arma para esconder o quão humano nós somos.

E como somos, sofremos, sentimos dor. Isso nos faz vivos e não é ruim! Muito pelo contrário, nos faz perceber e entender nossos erros, procurando evoluir e melhorar.

Portanto, seja o que quiser, seja humano, você não pode fugir disso, portanto faça disso algo agradável e proveitoso.

Seja diferente, mas não use isso com a finalidade de se defender da sociedade. Seja diferente porque se sente bem assim e porque a opinião alheia não te afeta.

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