“Todo o carrinheiro, papeleiro são um povo discriminado, são amados por muitos, mas discriminados por muitas pessoas porque a gente trabalha com resíduos. Embora a gente esteja fazendo um trabalho muito bacana para nossa mãe natureza – porque o nosso planeta está doente, né, está muito doente, e nós somos o remédio, porque cada catador é um pequeno ambientalista. O DMLU, apesar do bom trabalho que eles fazem, eu não me queixo do DML, eles fazem um bom trabalho, mas se não tivesse o catador não seria suficiente. Por que nós aqui trazemos toneladas de materiais recicláveis, que eu acho que o DMLU não teria condições de fazer, esse trabalho “formiguinha” que um carrinheiro faz. É um trabalho gratuito, que além de ser gratuito é um trabalho escravo, porque a gente trabalha por centavos. Chega fim de ano, que o material bomba, o preço cai lá embaixo, e tem que trabalhar dobrado.”

Sr. Antônio, presidente da Associação AREVIPA

#CatadoresDeHistorias