Resenha: Noite Do Oráculo

Paul Auster

Título original — ORACLE NIGHT

Tradução — José Rubens Siqueira

Capa — João Baptista da Costa Aguiar

Páginas — 232

Sinopse do livro

“Palavras podem matar. Nenhuma outra descoberta poderia ser tão terrível para um escritor em crise. O futuro assume uma face assustadora para Sidney Orr quando ele volta a escrever, estimulado pelas páginas de um caderno azul comprado na papelaria de um chinês em Nova York.

Sob o efeito misterioso do caderno e ainda convalescente após uma grave doença, Orr tenta retomar a carreira, interrompida cerca de um ano antes. Sua escrita volta a fluir com espontaneidade nas convidativas páginas em branco.

Aos poucos, porém, ocorre-lhe uma suspeita: as narrativas imaginadas por ele podem conter uma relação secreta e inexplicável com o futuro das pessoas que lhe são mais próximas, como sua esposa e seu melhor amigo.

Episódios fortuitos, palavras ditas e ouvidas ao acaso, notícias de jornal — tudo, de uma hora para outra, parece se relacionar com o drama pessoal de Orr, a crise de inspiração por que passou e a fase difícil que atravessa no casamento.

Composto na forma de uma história de mistério, Noite do oráculo é um dos mais engenhosos livros de Paul Auster. O autor constrói uma rede de narrativas em que personagens e situações se espelham e se sobrepõem. O leitor se pergunta constantemente se o chão que pisa é ficção ou realidade, se aquilo que presencia se passa no presente, no passado ou no futuro.

O ritmo vertiginoso da escrita é potencializado pelas sucessivas surpresas da história e pelo poder narrativo do autor, que desdobra o romance em muitos romances encadeados. A última palavra cabe à imaginação: nela soa a voz do oráculo, como se a escrita fosse uma forma de prever e produzir o futuro.”

Resenha

O livro Noite do Oráculo é o segundo livro do autor norte americano Paul Auster. O livro narra a história de um escritor, também norte americano, chamado Sidney Orr, que após ter sofrido um grave acidente e passado semanas em um hospital, retorna a vida de escritor por meio de um caderno azul que adquire em uma loja de um chinês, recém inaugurada em seu bairro. Após começar a reescrever seus romances no misterioso caderno azul, Sid, como é chamado por sua esposa Grace, começa a perceber que as suas ideias começam a se tornar realidade em sua vida, criando uma confusão perturbadora em sua mente. Além de toda esta confusão, Sid começa a perceber que em todas as vezes que começa a escrever no misterioso caderno azul, ele entra em uma espécie de transe e não consegue perceber as coisas que lhe acontecem ao redor. Além de toda essa confusão e mistério, sua mulher, Grace, começa a ter comportamentos estranhos conforme os dias passam, comportamentos bem parecidos com os hábitos atípicos do personagem que ele está criando em seu esquisito caderno azul. O casal possui um amigo em comum, que por acaso é o melhor amigo de Sid e um segundo “pai” para Grace, John Trause, um famoso escritor da época, que se encontra parado por diversos problemas físicos e familiares.

Paul Auster mantem o leitor curioso e focado durante toda a leitura e por isso me fez deixar o livro de lado pouquíssimas vezes e nas vezes em que eu me encontrava longe dele, devido a alguma tarefa diária, ficava imaginando como a história poderia continuar, pensava em inúmeras possibilidades para o meio e fim da história. Paul gosta tanto de brincar com o leitor como com seus personagens, é extremamente detalhista ao narrar a personalidade de cada personagem, fazendo com que o leitor se pegue várias vezes sentindo ou que já tenha se sentido como o protagonista da história, realmente uma história viciante e incrível. Um livro que contem não só a breve história de um personagem, contem a história de pessoas próximas a ele, memórias e sentimentos.

Nível de recomendação — 8,0

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