Estava um dia lindo em Austin e aí fui até mais longe para primeiro passar numa feira de artesanto que não é tipo a feirinha de Ipanema porque aqui é tudo numa versão mais hipster. A feira foi INCRÍVEL, era tipo Etsy na vida real. Depois de gastar todo meu dinheiro, fui para o cinema.

Beyond Clueless
Director: Charlie Lyne
Um documentário sobre filmes adolescentes com esse nome, tem como não ver???
Beyond Clueless fala dos filmes com adolescentes, especialmente dos anos 90's e 00's e tenta dissecar esses trabalhos num documentário bem didático (inclusive dividido em capítulos). A montagem as vezes é como um videoclipe: diversas cenas de diferentes filmes que vão se unindo (afinal, elas são tão parecidas) e achei isso ótimo.
O diretor falou depois da exibição e disse impressionado com o que percebeu ao rever os filmes que ele já tinha visto muitas vezes. Eu na verdade também fiquei impressionada a quantidade de filmes que existem (no geral são produções nem muito grandes e nossa, vi muitos deles) e na variedade de gêneros.
O filme foi financiado via Kickstarter e realizado por um menino britânico que, aparentemente, é mais novo que eu e que curiosamente não viveu a mecânica da high school americana. Como eu também não vivi não tenho como dar opinião sobre a qualidade do retrato que ele das high schools, porém o filme é bem interessante para quem viu esses filmes na época. E a trilha sonora é ótima (e os caras deram um cd de graça depois para quem estava lá).
PS: E é engraçado ver os diretores depois da exibição porque eles são pessoas tão simples e apenas com boas idéias e realmente felizes em estar aqui. Acredito que não seja muito fácil conseguir fazer o filme ser aprovado, então parece realmente uma vitória para eles. Não consigo dizer que não gostei do filme depois de ver quem fez.

Frank
Director: Lenny Abrahamson
O segundo filme foi um dos mais badalados do festival, a comédia Frank. Ver a foto de divulgação já mostra como é a vibe do filme sobre um aspirante a músico (o ator é um irlandês que foi um Weasley) que consegue ingressar numa banda que tem a Marion Cottilard e um cara com uma cabeça gigante (foto acima). Pela voz eu reconheci quem é o ator de cabeça gigante mas acho que é melhor quando você não sabe quem é e aí descobre (não entre no imdb desse filme!).
O filme é bem engraçado realmente, mas mantem aquela mecânica de muito engraçado porém com final dramático e reflexivo. Não que eu não goste dessa mecânica, mas é um tanto óbvia. Depois que descobri que foi inspirado numa história real (e a história é totalmente absurda) a coisa ficou mais interessante na verdade.
Frank vai estrear nos cinemas daqui e, talvez, chegue no Brasil pelo menos no Festival do Rio. Acho que se rolar a oportunidade, vale a pena ver. Não teve diretor depois desse filme então vocês podem perceber que acabei não falando muito bem dele.
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