Você não conhece Manowar: Vamos falar sobre julgar o que o outro escuta.

Os primeiros Deuses criados pelos antigos, foram os Sons. Qualquer barulho, por não saber qualifica-lo, era tido como algo à temer. Dentro disso, o respeito, admiração, medo e adoração por um baralho de um trovão, era o equivalente ao Deus cristão, hoje. No decorrer da historia da humanidade, os sons se transformaram em “música”, mas mesmo assim a comunicação entre dois pássaros ou entre mamíferos aquáticos, são considerados “música para nossos ouvidos”.

Estudando Teoria Musical, você percebe que ela esta bem atrelada a uma formula, mas que você pode segui-la ou não, pois não necessariamente você precisa daquilo para produzir alguma harmonia. Aos auspícios pós-modernista, isso já não é regra e nem serve para definir o que podemos produzir, com os equipamentos e tecnologias atuais.

Na minha adolescência, eu curtia punk e na real, to ouvindo agora “Policiais Cheios de Culpa”, da Menstruação Anarquika, e sempre rolou aquela de criticar o punk por ter “3 acordes”, ou que de fato nem sabiam tocar. Mas nunca me importei muito com isso, porque o que eu curtia não era uma superfície instrumental bem arranjada, era o barulho desenfreado, sujo e rouco, com palavras de ordem e percussão rápida.

Há uns tempos, vejo uma galera usando um produtor musical, que destrincha se tal cantor/a realmente faz um bom trabalho, que mereça tal apreço do público. Vi muito usarem esse cara para falar de Pablo Vittar.

[ironia] E na internet, se você viu um vídeo ou leu a manchete de uma matéria, já te torna especialista sobre o assunto. [/ironia]

PS: É ainda pior, quando você entende de Música e faz birra like a academicista querendo se amostrar pra cima de alguém que nem concluiu os estudos.

Temo que as pessoas que passaram da fase de gostar de um tipo de musica e achar todas as outras uma merda, estejam passando por essa fase “crítica especializada”, de um julgamento chulo, subjetivado, onde o entretenimento pregado é o deterioramento de outrem.

É incompreensível para mim, esse tipo de julgamento. Desde pequeno eu tive apreço à música clássica. Sábado a noite (umas 22h, pra ser mais exato), era sagrado assistir “Quem Tem Medo da Música Clássica?” na TV Cultura, com o já falecido ex-senador Artur da Távola. Adorava entender como funcionava uma Orquestra e o que representava aquelas composições. Mas nunca cheguei falando que músicas que não fossem Popular ou Erudita não prestavam, pois não tem a mesma complexidade ou blablablabla… É tudo música!

Nada é por inteiro descartável. Você sempre pode sempre aprender algo, com qualquer coisa. Eu aprendi a separar a escala do tempo musical com o “Créu”, mas você querer ditar se alguém toca bem ou não, se seu sucesso é merecido ou não, pela música que faz e que não te agrada, ta te engrandecendo em quê? Já pensou se isso na verdade, só representa que talvez você não seja o público alvo?

Parem de apontar o dedo e fazer esses julgamentos. Curtam a MÚSICA!