O potencial de uma mãe que se torna empreendedora

Quando um bebê nasce, a mulher e o bebê experimentam uma fase chamada simbiose. Ou seja, é como se ela e o bebê fossem um só. Por isso, muitos especialistas consideram o início da maternidade como uma morte. Quem já teve um filho sabe como é a sensação de não se reconhecer mais, de não saber mais quem se é. Este é um período de profundas transformações!

Passado esse período de simbiose, inicia a chamada angústia de separação. Quando o bebê começa a reconhecer que é um ser humano independente da mãe. Neste processo de separação, a mulher também renasce, ela se fundiu e agora pode reencontrar sua verdadeira identidade. É um período intenso de redescobertas, em que os valores, as paixões e muitas vezes a missão de vida vêm à tona. Não dá mais para fugir deles, pois isso significa mostrar aos nossos filhos que é ok não realizar sua potência máxima no mundo. E não é isso que queremos, não é mesmo?

Temos agora uma potência enorme para ser revelada. É como um mármore bruto, pronto para ser esculpido. Ao mesmo tempo em que há uma história por trás daquela rocha, valores, características previamente impressas, o que virá a ser esculpido pode ser qualquer coisa, pode ser infinitas possibilidades e isso é de uma riqueza tremenda!

Muitas vezes, é exatamente nesta fase de transição e redescobertas que a mulher precisa voltar para o mercado de trabalho. E, por um lado, esse é um momento muito duro para se voltar porque a mulher ainda está muito perdida e fragilizada, sem saber direito quem ela é e o que ela realmente quer. Além disso, se separar de alguém que ainda é parte de você pode ser muito dolorido. Surgem inúmeras questões: Esse trabalho faz sentido pra mim? Me sinto realizada com o que eu faço? Quero passar tanto tempo longe do meu filho? Será possível conciliar as duas coisas?

Este retorno acaba sendo tão complicado que é muito comum a mulher pedir demissão ou ser demitida após a licença maternidade. Então, a mulher pode agora passar mais tempo com seu filho e se olhar, se conhecer e se reconhecer. E com uma clareza maior sobre sua maternidade e sua identidade, abrem-se novos caminhos no campo do trabalho, onde estes pilares podem ser alinhados e equilibrados.

A mulher recorre ao mercado de trabalho novamente e quando percebe que não encontrará o equilíbrio tão desejado, ela opta por empreender. Aí, novas dúvidas surgem: O que eu vou fazer agora? Como eu vou fazer? Por onde começar? Como eu vou conciliar a maternidade com o trabalho? Como organizo meu tempo para dar conta de tudo? Como eu faço para ter uma presença de qualidade com o meu filho se eu tenho tantas coisas para fazer? Entre tantas outras… São muitas questões, dificuldades e dores que aparecem nesse momento.

Foi olhando para a caminhada que fiz até aqui e pensando no quanto poderia ajudar outras mães a refletirem sobre essas questões e encontrarem contornos possíveis, criando empreendimentos viáveis, que decidi criar o Impulso Materno.

O Impulso Materno foi desenvolvido para funcionar como uma espécie de “escultor” para este mármore cheio de possibilidades, com o intuito de contribuir para que as mulheres possam se auto esculpir, esculpir a sua maternidade e seu empreendimento. Ela vai fazer isso com o apoio de duas mães: eu e a Lella Sá. Nós duas passamos por esse processo e testamos vários formatos tanto de maternagem, quanto de empreendedorismo. Além disso, ela terá oportunidade de trilhar este caminho junto com outras mulheres que também estão passando pela mesma fase. Vai se constituir um grupo de troca de conhecimento e experiências que certamente será muito rico!

Como a maternidade é muito solitária nessa fase e ser empreendedora também é muitas vezes solitário, afinal, nem sempre existe um aporte financeiro inicial e a maioria tenta começar sozinha… Estar em grupo nesse momento pode ser incrivelmente enriquecedor.

Em 12 encontros, vamos discutir e trazer elementos para que as mulheres possam:

Se olhar

Reconhecer seus sonhos, intenções, desejos, valores, talentos, paixões e a partir disso fazer uma escolha consciente do estilo de maternagem que querem e também qual é o tipo de empreendimento elas querem forjar e colocar no mundo.

Pensar no seu empreendimento

Compreender o que o mundo precisa e o que ela precisa fazer para colocar seu negócio no mercado. Vamos moldar a iniciativa tendo em vista os quatro pilares de sustentabilidade de uma organização, sendo eles: identidade, relações, processos e recursos. É muito importante que estes estejam equilibrados para que o negócio seja perene.

Se você tiver interesse em saber mais sobre o Impulso Materno, entre nesse link