sou fêmea que já pariu-te

comeu-te

fez-te gozar

deu-te o que comer

e, por vezes, asas

sou mulher velha

presa em corpo de bruxo

a magia que te move eu fabriquei no começo

eras de ervas em constante fervura

minha alma cruzada e batizada

os caminhos tortuosos

não me tires o sono pelo que já sei sobre você.

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