Espelho da alma

Coexisto com a vida

Inserido em mil contextos

Me flagro

Me espelho

Me aceito

Encaro a arte do saber com gratidão

E o fato de nunca poder saber tudo é o que me faz vivo

Me desprendo das amarras

Do imposto, do pré-julgado, da determinação arbitrária

O duvidar faísca, o questionar ilumina

E o descobrir transcende

Transcende a barreira do óbvio

A obviedade sempre me amedrontou

Quando sei que até o óbvio não é óbvio

Me humanizo

Aceito a ideia do ser, de que a vida é um mistério

De que a natureza das coisas é mística

E de que os eventos ocorridos nunca são em vão

Tudo coopera para algo maior, numa harmonia cósmica

Recorro aos astros quando não entendo

Recorro à um deus quando a fé tá pouca

Recorro aos santos quando um deus não basta

Mas me esqueço do que é mais sublime

De que a chave dos meus enigmas habita em mim

E é a partir daí que: me flagro, me espelho e me aceito!

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