Etíope, Gonz 2016, monotipia

Eu sou a força, sou o medo, sou a resistência, eu sou a persistência daquilo que me faz querer crescer. Não crescer no conceito dessa sociedade medíocre, não, isso não. Seria fácil demais.

Eu quero crescer para dentro, pois se crescer para fora, posso perder. Quero chegar lá na frente e conseguir olhar para trás com um alívio no coração e a força no olhar, a força de quem não se deixou abater, e não foi fácil. Perdi a conta de quantas vezes ouvi que eu era triste, causava medo, que tinham dó de mim, que a aflição era a única interpretação para meus traços.

Todo mundo enxerga o que quiser enxergar, por dentro eu não sinto nada disso. Por dentro eu só sinto orgulho de mim mesmo, orgulho de conseguir permanecer viva em um lugar que tem prazer em julgar, que tem prazer em podar. Eu vivo, eu luto.

Monotipia Etiope — Gonz 2016

Monólogo criado em cima do personagem fictício da obra Etiope de Gonz, 2016

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