As parte de mim

A melhor parte de mim,
nunca esteve sóbria
Embebedou-se 
de 
falso amor

Esvaziou garrafas e dançou 
como se soubesse 
quebrou o espelho
para se ver
mais bela

Subiu a escada 

do alto
se jogou
abraçando sua sorte etílica 
flertando com a tragédia

E nunca, pensou 
arrepender-se
da mais pura 
e viva 
insanidade

A pior parte de mim
reclama o mundo, a própria dor 
e arrependida, 
se amarga numa manhã de sol

Vomitando o álcool e as boas memórias
ignorando tudo que não possa ser
tristeza

A pior parte de mim,
escarra as unhas roídas
no pássaro
que pousa na janela