Las mujeres de la notche

Sentado entre elas, bebo a cerveja mais barata do bar

as mulheres da noite, em seus vestidos apertados, expondo suas coxas

e seus sorrisos de manhãs ensolaradas

e suas bundas que curariam o câncer,

e os pés mais delicados que o vento

em saltos, maiores do que a relevância da maior parte

da humanidade

E eu bebo a cerveja mais barata do bar

e elas saem e entram aos poucos,

e eu me embriago olhando para todas aquelas cores e corpos

as mulheres da noite, as melhores que já vi,

elas não param de me agredir,

com seus olhares, que me fazem acreditar mais uma vez

no amor

E os que as detém, ou as sustentam, ou simplesmente as fodem,

possuem carros e motos que brilham, mais do que eles jamais, brilharam,

e cabelos loiros e barbas bem feitas, e barrigas sem cerveja,

e fígados sem resquícios do sofrimento de um amor

passado

e nenhum deles tem cicatrizes, ou as bolas maiores que as minhas

e me entristece vê-las com esses paquidermes desalmados

E antes que elas possam pensar em sair, eu pago a conta e vou pra rua

caminho para casa

me embebedar do uísque mais barato da cidade e fumar mil cigarros,

pensando em todas elas

e elas provavelmente, nunca irão ouvir falar sobre mim

e se um dia ouvirem, eu provavelmente, estarei morto

ou velho demais, pra fode-las por noites a fio

E isso me entristece mais ainda, mas a tristeza pra mim

é apenas uma segunda feira

Então todas elas, as mulheres da noite, se resumirão

a uma punheta noturna

uma ressaca diurna

e um poema com o título em espanhol.