O cansaço acumulado

Vinícius Prestes
Aug 26, 2017 · 1 min read

Quando sinto que canso, morro por dentro
apodreço por fora e namoro a tristeza
As mesmas pessoas, a mesma cerveja
a mesma vista, mais pobre, de uma janela virgem de
brisa

Os quadros que falham á qualquer sopro de beleza
a beleza que falha nos sorrisos que não perduram no tempo
a velha alma, de olhar torturante, morta na ilusão
de um amor pago

Oh deus, o qual nunca me tentou a crer

Meus ombros enferrujam de aflição
o desgosto borbulha-me o sangue
no desuso dos meus dias, me enforca a
agonia

Tudo que é igual é demais para mim
não sou acostumado, a me acostumar
a tranquilidade é a morte dos momentos
que já, que ainda e que hei de deixar
passar

Eu fujo desse mundo obsoleto, fujo da memória repetida,
que me dói a cabeça, que me cansa os olhos, a boca, o corpo,
e a necessidade visceral de
amar

)
Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade