Um texto bosta sobre o amor

Aquele texto autoajuda com cocô no meio

Sabe, eu sempre achei a palavra “amor” uma das mais idiotas da língua portuguesa. Especialmente pelo preconceito de qualquer filme que carregue a palavra no nome.

Mas a verdade é que nós amamos. Nós amamos o tempo todo.

Coisas, pessoas, objetos, palavras, sensações, momentos, lembranças ou qualquer outra merda que você queira amar agora mesmo ai na sua cadeira que você provavelmente não ama.

O pior é que amar é uma merda escrota e fedorenta. Não interessa quem ou o quê, amar é uma merda escrota e fedorenta sim. Mas se você pensar bem nisso, é a sua merda, você mesmo produziu aquilo e parece nem ser tão escrota ou fedorenta assim. Na verdade ela já tá começando a nem parecer uma merda.

Agora a merda tá virando uma coisa bonita, e em algum momento que nós — tanto eu quanto você -, que não sabemos dizer qual exatamente, ela virou o amor.

É claro que as vezes, ele volta a ser aquele singelo pedaço de cocô produzido por você. Até porque um cocô é composto de vários outros menores cocôs. Mas mesmo assim, ele ainda é aquela palavra maravilhosamente errada criada pra estragar nomes de filmes. Porque no fundo nós só queremos o amor mesmo, já que somos todos jovens cocôzentos e esquisitos por dentro.

Mas o ponto é: faça amor sim, faça amor pra caralho. Mas não só com a sua companhia ou com a sua mão.

Na verdade, faça amor para pessoas e coisas também.

Faça amor pro seu pai, mãe, namorado, namorada, amigo, inimigo, mão, guitarra nova, livro emprestado, não importa muito. Faça amor pra quem você ama ou pra quem você quer amar. Isso realmente não importa muito. Caguei.

Só por favor, não cague realmente para as pessoas. Acho que seria um pouco nojento.

Ps. Mas faça cocô pra caralho sim. Não entupa sua pessoa.