Eu o vi de mãos dadas na esquina em meio a neblina com ela, risos tímidos, o suor das mãos emaranhadas de tanta emoção e eu nem liguei. Não liguei porque sei que você é meu, não penetrei seu coração mas me fundi em sua alma. Eu chego perto e me arrepia até a espinha. Eu fecho meus olhos, em profundo recato e silêncio eu sinto o seu cheiro, não do teu perfume, mas da tua pele quente e terna. Eu sinto através do vento teu movimento singelo e inseguro. E de repente nossas respirações num mesmo passo, eu sou você e você sou eu. Clamo a deus para nao regressar desse momento, vivo teu ser e teu movimento. Desmancha e derrete a alma eu e você fundidos ali. Eu sou tua alma gêmea meu amor, entregue seu corpo à ela a vida é passageira e eu sei que quando seu cadáver ficar, eu vou estar com você em pensamento, incrustada em sua alma a todo momento. E por agora te cuido de longe, meu amor, quando sorri pra ela eu me desmancho, tua imagem a sorrir faz cócegas na alma, viva meu anjo feliz, eu sou tua sombra a guiar-te pelos cantos. E acaso se não funcionar e ficares jogado pelos cantos, te cato e te ofereço meu peito para derramar as lágrimas e pra te dizer, vem, entra meu amor, nesse coração você já é de casa.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Milene Apa’s story.