Resiliência e desafios: buscando a excelência

Tornar-me resiliente foi essencial ao longo da vida. E para você?


Tudo poderia ser mais fácil e menos nocivo. O caminho para a excelência não é assim tão simples, e os dias de sofrimento têm um sabor diferente na construção do nosso eu.

Somos a espécie mais adaptável que existe e, ao longo da história, a resiliência esteve constantemente presente em tudo que fizemos. No entanto, mesmo havendo a tendência, existe uma diversidade. Cada ser humano é um universo enorme e complexo, um emaranhado de histórias, experiências e sonhos que nos fazem seres únicos. Portanto ser resiliente, está além do instinto. Deve ser uma escolha.

Há quem prefira sempre a alternativa mais complicada e o caminho mais difícil, porque deles, pode-se extrair melhores lições. O fácil nunca traz aquele brilho nos olhos e a sensação de estar sendo desafiado. Quem dera que os únicos desafios da vida fossem aqueles que nós escolhemos.

Por definição da física, a resiliência é a capacidade de um material absorver energia e deformar-se, mesmo assim voltar a ter sua forma inicial. No âmbito da psicologia, ser resiliente diz respeito a nossa capacidade de restabelecermo-nos após situações adversas. Passar por problemas físicos, mentais ou emocionais e mesmo assim mantermos a cabeça no lugar e os olhos adiante, na certeza da própria força e da capacidade de superação. É uma habilidade, portanto pode ser adquirida, aprendida e aperfeiçoada com as atitudes e comportamentos adequados.

Talvez essa seja a mais bela das virtudes humanas. É motivo de orgulho fazer uma visita ao passado, e verificar quantas provações nos foram incumbidas, fizeram-nos vergar, mas estamos aqui, vivos. Sem dúvida você pode fazer esta reflexão. Verá que é um vencedor, disposto a sobrepujar o necessário com o foco na vitória.

Mas apenas a resiliência não basta. É preciso aumentar o limiar do sofrimento.

Para se reerguer, primeiro tenha a certeza de que não se perderá em pensamentos sobre fracasso e inutilidade. Pois, raramente haverão pessoas prontas para estender a mão a quem não considera haver dignidade em si mesmo. A resiliência não é uma virtude dos fracos, orgulhosos ou preguiçosos. Tê-la quer dizer muitas vezes lutar contra si próprio e os conflitos que, sem pedir licença, rondam a nossa psique. Pois como diz o autor Augusto Cury:

“Você pode ser o autor da própria história, ou o seu próprio carrasco.”

A busca por clemência perante a vida ou a pena de si mesmo não podem ser opções para quem quer ser o autor da própria história. Ou então, escolha você a opção que sobra. Mas escolhê-la, não parece ser tão inteligente.

Superar uma queda consiste em tirar as mãos dos bolsos e lutar. As coisas não se resolvem sozinhas, e se você não quer ser derrubado novamente pela mesma situação, resiliência não será o bastante! Restabelecer-se é memorável, porém a arte consiste em retornar mais forte, mais inteligente, e menos suscetível aos percalços que antes lhe puseram de joelhos.

Portanto extraia o máximo do que lhe acontece, das situações adversas e indutoras das mais graves crises emocionais. Haverá beleza nisso tudo. Sempre há. Então ser resiliente não é ser frio ou desprovido de sentimentos, e sim abrir os olhos para uma vida cheia de desafios, que a cada dia nos permite sermos pessoas conscientes, plenas e cheia de boas histórias.

Vinicius Vicenzi Bett

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engineering student . hyperfocus: psychology and human behaviour . logical mind that loves physics and calculus, but connected to art, books and good music

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