Céu de Brigadeiro

A estrela mundial do ecommerce é o Brasil

Somos o sétimo mercado online do planeta e o maior mercado da América Latina. Mesmo assim, a perspectiva de crescimento do ecommerce brasileiro ainda é muito alta, pois cerca de 45% da população brasileira não usa a internet de forma ativa e 80% nunca fizeram uma compra online.

O gráfico abaixo mostra comparativamente o potencial de vendas online dos 7 maiores mercados do mundo. Veja que o Brasil aumenta sua participação de 5,3% em 2016 para 9,3% em 2020. É o maior crescimento percentual entre os países mostrados no gráfico.

Imagine que você deseja expandir suas vendas online para outro país e está em dúvida entre Alemanha e França. Hoje, o potencial do mercado da Alemanha ( 8,4% ) é maior que o da França ( 6,1% ), porém o mercado Alemão tende a perder importância em relação ao da França. Este é um parâmetro importante para embasar sua decisão. Pois bem, a minha recomendação é que você pense melhor e invista mesmo é no mercado online brasileiro, afinal de contas, os mercados da Alemanha, Inglaterra e França, tendem a perder importância em relação ao do Brasil (essa pesquisa T-Index é de 2016, já na crise).

Lembrando que estamos falando de potencial do mercado e não do tamanho. Esse potencial é medido pelo número de habitantes com acesso a internet, valor médio das compras, tamanho do mercado, entre outros fatores, e não somente pelas vendas totais no final do ano.

Mas e a crise?

Todos os setores estão sendo afetados pela crise, porém nem todos da mesma forma. O gráfico abaixo mostra claramente que o potencial do mercado online é tão grande que, mesmo em 2016, um dos piores anos da nossa história, o crescimento ainda foi bastante expressivo. A expectativa é que em 2021 o faturamento do ecommerce brasileiro chegue a 85 bilhões de reais.

Projeção de crescimento do ecommerce brasileiro até 2021

Varejo Físico

Em contrapartida, o varejo tradicional teve crescimento negativo em 2015 e 2016. Muito da queda nas vendas das lojas de tijolos está relacionado a crise, porém o ecommerce tem sua cota de participação. São duas forças atuando em paralelo contra o crescimento do varejo físico, crise e ecommerce.

O impacto do ecommerce sobre o varejo tradicional é uma tendência mundial. Um exemplo é a morte dos shopping nos EUA.

Hoje, nos EUA, muitos shopping estão morrendo e o ecommerce continua crescendo. Os mais afetados são os shoppings na periferia. No Brasil, os shoppings ainda estão muito bem, na maioria dos casos. Porém, dentro de alguns anos alcançaremos a maturidade que o mercado americano tem hoje, e então, nossos shoppings também começarão a morrer.

A tendência é que as lojas físicas atuem como um ponto de apoio as lojas virtais, permitindo experiências aos clientes que não são possíveis online, como demonstrações do uso dos produtos, diversão, treinamentos, atendimento personalizado, entre outras coisas. São coisas que ajudam a conquistar os corações dos clientes e a construir uma reputação positiva, inclusive nas redes sociais. Isso já acontece com algumas grandes marcas mundiais, como a Apple, onde as lojas físicas focam mais na experiência dos clientes do que na própria venda.

Hoje, a maioria dos consumidores brasileiros já pesquisam online antes de realizar uma compra em uma loja física. Com o tempo, cada vez mais eles pesquisarão online e também comprarão online. Mesmo aqueles que visitarem a loja física para dar uma olhada nos detalhes do produto, cada vez mais vão preferir efetivar a compra através da internet. Isso mostra a importância de integrar bem o físico e o virtual, cada um com seus pontos fortes.

Céu de Brigadeiro

O motor do crescimento do ecommerce tem sido os novos consumidores virtuais e a diversificação das vendas. Hoje, calçados, roupas, produtos de beleza e alimentícios estão crescendo acima da média e ampliando sua participação no mercado virtual, no passado recente foram os eletrônicos, muitos em breve, outros setores se destacarão.

Nos Estados Unidos, 67% da população fez ao menos uma compra online em 2016. No brasil, apenas 20% da população costuma fazer compras online. A perspectiva é que 100 milhões de brasileiros passem a comprar online nos próximos 8 ou 10 anos. Um número impressionante que deixa claro o potencial do ecommerce brasileiro.

Fonte: virtuaria.com.br