APPLE | O que está acontecendo?

Sabe-se que a Apple não vem bem já há algum tempo. Principalmente depois da morte do Steve Jobs. Adjetivos como inovação e tecnologia de ponta, hoje já não fazem tanto a cara dos produtos — design repetido, melhorias só no desempenho, o mais do mesmo. E falando em produtos com preços altos como um Iphone, com uma concorrência tão forte, não vale a pena. Reflexo disto é a queda de vendas e a paixão pelos produtos da marca já não são mais as mesmas.

Mas agora voltando um pouco, o início da empresa. Como muitos já conhecem através do filme “JOBS” (2013)- mostrando a trajetória de sucesso, criando a possibilidade do diferente, já que na época, falando em computadores e área de informática, só existia a IBM.

Um grande marco de um antes e depois para a Apple, foi em 1984, para apresentar o lançamento de seu inovador computador pessoal, o Macintosh, apresentado no Super Bowl, com uma audiência na época de 80 milhões de telespectadores que acompanhavam o jogo pela TV, além dos presentes no estádio.

Este comercial, dirigido por Ridley Scott, conhecido por filmes clássicos como Alien (1979), Blade Runner (1982) e Perdido em Marte (2015). O cenário do anúncio é o sombrio mundo descrito por George Orwell no livro “1984”, o domínio do Grande Irmão no filme representa o domínio da IBM e a única esperança de ameaçar o reinado seria a Apple.

https://videos.files.wordpress.com/fUKqAqxh/apple-1984_dvd.mp4

E por conflitos de ideias e disputa de poder, em 1985, Steve Jobs foi demitido da empresa que ele mesmo criou. Este período sem Jobs foi nebuloso e confuso, com uma política, filosofia e conceito muito diferente que Steve Jobs tinha posto como principal foco da empresa: Inovação e Qualidade.

O foco é a arte de selecionar cuidadosamente sua categoria e depois trabalhar diligentemente a fim de se ver categorizado. não é uma armadilha a ser evitada; é uma meta a ser atingida. Não deixe que as críticas insensatas o afastem dessa meta. Al Ries

E neste período foi totalmente desesperador dentro da empresa. Atirando para todos os lados, não sabendo uma direção pra qual seguir, vendo concorrentes tomando seu lugar. Como a Microsoft e seu sistema operacional Windows. Foram anos perdidos, nos dois sentidos da palavra — tempo perdido, sem uma direção para seguir.

Eram produtos normais, pensando que a segmentação só iria aumentar as vendas, sendo que para criar um conceito, uma ideia fixa para seu público, quanto mais específico, melhor. Assim decretando quase sua falência.

1996, volta Steve. Um Grande Irmão, ditando e dando uma direção. tirou a maioria dos produtos de linha, outra vez tendo um foco. Tendo uma percepção da marca, criando um valor, indo além de um aparelho.

Hoje, a Apple está perdida outra vez, seus anos dourados ainda duram, mas parece que este brilho já não é o mesmo. Sua crise é a nossa crise. Não financeira, mas de identidade. Qual direção devemos seguir?

E este minimalismo tão característico da empresa se reflete em nós. Sem expressão, sem cor, preocupados com nosso ego, com medo de arriscar.


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