Bom, em maio desse ano mesmo, 2016, veio ao meu conhecimento o desafio do NeoGAF, tal qual, valendo de 1 de janeiro de 2016 até 1 de janeiro de 2017, o desafiante deverá terminar 52 jogos, contando apenas jogos eletrônicos obviamente, o desafio não possui nenhuma regra que precisa ser seguida a risca, a totalmente com você, seja o jogo multiplayer, ou não tem fim, você mesmo pode considera-lo como ‘finalizado’, a única condição é que você o tenha terminado em 2016.
Eu resolvi fazer o desafio, pois achei que seria uma boa experiencia, como decidi escrever sobre cada jogo/experiencia que tive, vou poder experimentar vários tipos de escrita e também me puxar para jogar mais coisas diferentes, fugindo um pouco do padrão, porém eu tomei o desafio com uma pequena condição, poderia chamar de limitação até, que todo o desafio será feito apenas contando jogos do PS4, pois é a única plataforma decente que tenho disponível para jogar atualmente, e bom, espero que isso renda uma boa experiencia, assim como descobertas de vários títulos do console.

Bloodborne. 10/10

O primeiro jogo que joguei no PS4, comprei ambos em dezembro perto do natal, um presente merecido após um tempo juntando uma boa grana, e obviamente o décimo terceiro deu aquele help daora, primeiro jogo que platinei no PS4, e na vida. A primeira vista/jogada pode parecer um jogo bem intimidador, mas após algumas horas jogando isso é superado, afinal, aqui você é o caçador e o resto são presas, não é você que deve temer, mas não se engane, o jogo não é tão fácil, aqui você irá precisar de muita pratica, paciência e persistência, porém tudo isso é imensamente recompensado. Quando vê um monstro horrendo e gigantesco, um caçador habilidoso, ou uma situação muito complicada, você deve superar isso, pode falhar, possivelmente vai falhar, mas é parte do aprendizado, o jogo não pega em sua mão e lhe mostra como prosseguir, você mesmo deve encontrar uma solução, de como abordar o desafio em sua frente, e esse foi o maior motivo de eu ter adorado minha experiência com o game. Além, claro, das mecânicas perfeitas de combate, sua arte gótica e vitoriana, e não posso deixar de mencionar, a influência que está intrínseca em boa parte do game, que são as obras de H.P. Lovecraft, pois o jogo passa de uma temática gótica para um terror cósmico, e você nem vê isso chegar, seja nos cenários, nos inimigos, nos documentos que acha, o jogo consegue te passar tudo isso de uma forma sutil.
Enfim, uma experiência e tanto, que se deu inicio em 2015 e foi finalizada (platinada) em 2016, e esse é o primeiro jogo da minha lista de 52 jogos que me comprometi a finalizar nesse ano.
Foi bem complicado puxar tudo isso da memória, pois só agora, 17 de maio, que de fato comecei o desafio, mas não posso deixar de fora os jogos que já finalizei. O restante da lista provavelmente vai ser bem confuso, mas vou tentar manter a cronologia de jogos que terminei, essa lista vai ser de extrema importância pra mim, pois ao final do ano, que vai ser o primeiro com o console, quero olhar com orgulho para essa lista e tentar tirar algum aprendizado, alguma lição dela, para os anos que virão.

Transistor. 8/10

O primeiro jogo da Supergiant Games que joguei, estava de olho nele já fazia um bom tempo, porém ele não estava disponível no PS3 e meu PC não rodava, então tive que esperar, mas assim que obtive meu PS4 foi um dos primeiros jogos que botei as mãos. Seu visual cyberpunk impressiona à primeira vista, sua paleta de cores é estonteante, da pra ver que deram a devida atenção e capricho nisso. Seu combate possui dois modos, você pode jogar ele como um action-RPG ou como turn-based, ou seja, você pode atacar livremente usando suas habilidades, ou planejar cuidadosamente suas ações em um turno onde pode realizar um número limitado de ações, tudo isso é jogado na pele da protagonista Red, uma cantora muito talentosa, que aparentemente sofreu um acidente e perdeu sua voz, a partir disso o jogo começa e ela encontra Transistor, uma espada/pen-drive que possui algumas peculiaridades muito interessantes que são exploradas ao decorrer de todo o jogo.
Eu o joguei intercalado com Bloodborne, terminei antes, e foi uma boa jogatina, terminei ele em duas jogadas, ele é leve, tem um ritmo bem acelerado, e deu uma boa relaxada enquanto eu deixava Bloodborne um pouco de lado.
Ele é um jogo que me abriu muito a mente para mais jogos indies, pois foi umas das primeiras experiencias com isso, e algo que toma um escopo maior que os de mais, e com certeza eu sou grato a isso.

Star Wars: Battlefront. 6/10

O shooter produzido pela EA e desenvolvido pela grande DICE, desenvolvedora de Battlefield, foi um grande hype, mas ficou nisso ai mesmo, não trouxe nenhuma mecânica surpreendente e inovadora, muito pelo contrário é um shooter bem genérico, com um level design de dar dor de cabeça, é sério, é horrível, em grande parte dos mapas ele é aberto e tem uma elevação de terrenos onde gera uma vantagem totalmente desfavorável e desbalanceada, os modos que deviam ser divertidos, se tornaram os mais irritantes por falhas no level design dos mapas, sem contar a reciclagem de modos de jogo. Incrivelmente, ele consegue ser o jogo mais imersivo do universo de Star Wars, você realmente se sente dentro dos filmes, os visuais fieis, os sons que são IDÊNTICOS ao dos filmes, porém tudo isso acabou não importando muito depois de varias horas, pois o jogo enjoa insanamente rápido, e isso foi culpa da falta de conteúdo que foi disponibilizado, seja no seu lançamento ou mesmo nas DLCs, que não conseguiram manter o jogo vivo. No fim Battlefront acabou sendo um “jogo de podcast” pra mim, e isso foi muito bom até, eu estava precisando de um jogo para simplesmente jogar e desprender minha atenção, como não tinha muitas situações no meu dia pra ouvir um podcast, um jogo como esse caiu como uma luva, mas com certeza não acho que compensaria ter comprado ele ao seu full price, um jogo com um escopo e apelo tão grande, e não tiveram nem o capricho de fazer uma campanha num universo que já tem tudo praticamente estabelecido para ser alinhado em uma história.
Eu até acabei falando bastante desse jogo, esperava umas cinco linhas no máximo, mas a vida não é feita de jogos bons apenas, não é?

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