Errante — Saga

Capitulo 2 — Incidentes

- O Rei apostou que estaria aqui.
- O Rei? Rei Imortal?
- Claro idiota, há mais algum rei nesse mundo?
- Co-Como ele soube que eu estava aqui?
- Ele sabe de muitas coisas, uma delas é que você não deveria mais estar aqui.
- O que ele quer comigo?
- Nada, só que desapareça.
- Ok, você vai me prender então?
- Sem prisioneiros.
- Então vai ser assim?!

Logo em seguida desceu de seu cavalo, armou sua lança em minha direção e disse.
- Nem se dê o trabalho de sacar a espada, não pode comigo.
- Que confiança é essa em? A diversão nem começou ainda.
- Seu poder é fraco, ultrapassado, não tem habilidade.
- Isso é o que veremos cavaleiro.
- Não deve saber quem sou eu né. Sou um dos mais fortes desse reino, sou Nieth, o Quarto Tenente do Rei.
- Ora, ora, então não vai ter problema algum, podemos?

Saco Liefeng e logo em seguida lanço uma rajada de gelo em sua direção. Ele não se esquiva, apenas defende com lança, ela congela. Ele ri e diz.

- Essas armas encantadas, tão antiquadas, tão fracas. Não pode me ferir com isso.
Ele finca a lança no chão e o gelo explode. O chão embaixo de mim começa tremer e brilhar estranhamente, eu pulo para longe e BOOM! Ele explode, em uma pequena área.
Parto para cima dele, desfiro um golpe, ele tira a lança do chão e se defende, agarro sua lança com as mãos e tento lhe golpear, ele segura Liefeng com as mãos e me dá uma cabeçada me jogando ao chão. Realmente estou enferrujado não vai ser uma luta fácil pelo jeito. Primeiramente precisava analisá-lo e entender essa habilidade. Não paro de atacar, logo reparo uma certa lerdeza na sua direita, canhoto provavelmente, foco meus ataques mais fortes nesse lado e faço ele recuar, ele arremessa sua lança em mim, eu desvio, tiro rapidamente meus olhos dele e quando vejo está com as mãos no chão, um pilar de fogo surge do chão e explode, tento rapidamente fazer uma barreira de gelo para me proteger, mas vou para o alto, a explosão era forte demais, os danos foram consideráveis. Ao cair no chão, ele apanha sua lança e me diz:

- Confesso que você é até bom, podia ser um Tenente com suas habilidades, mas tenho ordens a cumprir aqui.

Ele enfia sua lança no chão novamente, e eu enfio Liefeng e congelo e chão todo envolta de nós.

- Tente explodir algo agora.
- Acho que isso pode me segurar garoto?

Ele arranca sua lança do gelo a gira e bate no chão, quebrando todo o gelo e me jogando pra longe.
Eu o vejo se aproximando, estou completamente ferido, tento me levanta, sem resultado, mal consigo mexer meu braço, ele se aproxima cada vez mais, não posso acabar assim, tenho que pensar em algo, tenho que sair dessa, ele se aproxima e pega Liefeng do chão, cada vez mais perto, vou me arrastando para longe, sabia que não ia adiantar, mas tinha que fazer algo, ele me agarra e diz:

- Não pode escapar do seu destino.

E enfia Liefeng em meu peito.

Tudo fica branco, estou caindo, de algum lugar muito alto, e não paro, até que chego ao chão e de repente, acordo. Estou no vilarejo, vivo, empunhando Liefeng, tudo está congelado por algum gelo negro, o que aconteceu aqui? Como ainda estou vivo?
Tudo congelado, o lanceiro, seus soldados, as pessoas dali, o que eu faço agora? O que eu posso fazer? Não há nada, uma coisa é certa, não posso ficar aqui, podem vir mais soldados, a única coisa que posso fazer é sair daqui o mais rápido possível, me ponho a caminhar rapidamente para longe dali.
Ao que eu ia caminhando percebia, que deserto que havia ali tinha dado lugar a neve, seja o que for que aconteceu no vilarejo, mudou tudo em volta, a areia deu lugar a neve, a calor insuportável deu lugar a um frio idiota. Era uma caminhada sem volta, e novamente parecia não ter fim, até que eu chego ao fim da linha, a divisa com uma floresta, era tão densa, mal dava pra ver o que tinha dentro, que escolha eu tinha, entrei nela.
Eu ainda tinha muitas perguntas em minha cabeça, sobre o vilarejo, aquele gelo negro, será que fui eu? O que de fato aconteceu?
Acho que já era hora de tentar falar com Liefeng novamente, depois de um certo “incidente” em uma taberna, ela ficou meio brava, eu acho. Subi em um arvore e me pus a meditar, e lá vamos nós.

- Ainda brava por aquilo?
- Claro, você me esqueceu lá.
- Olha, desculpa, eu devo ter exagerado na cerveja. — Totalmente.
- Desculpa?! Como você esquece alguém? Já pensou se alguém me roubasse?
- Não pense assim, isso não iria acontecer de jeito algum.
- Não imagine, um monte de bêbados nojentos, sem contar aquelas vadias, e achar que ninguém tentaria algo?
- Bom, isso nunca deixaria isso acontecer, foi por isso que eu voltei.
- Não voltou por minha causa, voltou por causa daquela vadia que estava com você.
- Não, não, sabe que isso é mentira, como eu esqueceria VOCÊ lá?! Você sempre esteve comigo, é minha metade, eu não sei o que seria de mim sem você, eu só deixei você lá porque eu precisava… Eu precisava mijar, por isso.
- Bom, você deve ter mijado muito então, por levou mais de uma hora pra você voltar.
- Bom, tive que fazer o número dois também.
- Sei, sei, enfim, esperado realmente que isso não volte a acontecer.
- Nunca faria novamente.
- Bom se está aqui deve haver algum motivo, diga.
- Viu o que aconteceu no vilarejo?
- Sim.
- Foi você? Ou eu?
- Não sei dizer, apaguei assim como você.
- Mas aquele gelo, era um gelo negro, sabe de alguma coisa sobre?
- Posso te dizer que aquele gelo com certeza era meu, mas não sei como aquilo foi acontecer.
- Seu?! E desde quando você consegue usar gelo negro?
- Ora desde sempre, você que não deve saber usá-lo.
- Por que nunca me ensinou?
- Não tive tempo ainda, de qualquer maneira, é só isso que posso lhe dizer, agora me deixe dormir.
- Tá bom, tá bom, de qualquer jeito, valeu.

Estava escurecendo, era melhor eu tentar dormir também.

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