eu sempre nós quando (01/2017)

lá vem,

correndo na ponte de frente pro trem,

uma hora que passa,

sem tempo, sem réu,

que me dá suas mãos e me aquece o céu,

no meio da rua, na boca do piso,

nos ventos que molham as águas que rasgam,

pedras que sujam pernas que cruzam

com vãos, com sol,

com voz, sem ismos

o tempo cai no agora

lento vemos o abismo