Ela é só ela, uma grande aquarela que me colore todos os dias. Pode me levar a lua ou me jogar no chão, mas a lua é sempre sua opção. Me ama, me aceita, me abraça e se deita, sempre, com o meu coração.
Que corpo? Ela despe a alma. Sua nudez é poética, supera essa sociedade patética que não sabe amar.
Só me pergunto se algum dia ela vai cansar de me salvar desse mar em que todo dia tento me afogar. Nenhuma rima no mundo vai fazê-la voltar se eu não aprender a nadar e amar essa ruiva que não se cansa de me abraçar...