Tanto
Jul 24, 2017 · 1 min read
Que rimas desengonçadas que jogo na tela
Do telefone, catártica nota calmante,
Sem nome, estática, morta e estanque,
Mas tão vivas as desgraçadas que logo dela
Tomam conta, e não há Deus que as segure
Quando andam solitárias pela mente
Tanto mandam, autoritárias, e eu, doente,
Numa morte, uma forma de adeus, imune
A choradeira das famílias hipócritas
Que, com sorte, se livraram do estorvo
Poeta bom
Poeta morto
Tanto fatais quanto inúteis podem ser
Os versos, rimas e tentativas
Quanto total perda de tempo, e vai doer
Universos e Universos de iniciativas
Sem ações
Nulas
Putas.
V. Freitas, 2017
