O PODER DA ESCRITA

Hoje decidi discorrer sobre algo que, embora cada vez menos valorizado, jamais perderá a sua importância: A ARTE DE ESCREVER!

Atualmente, percebo a mídia apostando cada vez mais no que se pode assistir e ouvir. É uma boa estratégia já que é comprovado que os seres humanos nascem muito visuais. A comunicação por esse meio é uma forte tendência.

É fato que assistir um videoclipe já nos é muito mais confortável do que ler um livro, por exemplo. Porque isso não exige de nós nenhuma habilidade incrível de interpretação ou imaginação. O audiovisual já traz tudo ‘’pronto’’. A questão que me preocupa é que a supervalorização e o investimento maciço nesse tipo de conteúdo está tirando totalmente o foco das pessoas tanto da LEITURA quanto da ESCRITA.

Se pensarmos no exemplo citado, sabemos que os profissionais envolvidos na produção de um videoclipe, em algum momento se planejaram, organizaram suas ideias, elaboraram estratégias e, muito provavelmente, ESCREVENDO. Porque ESCREVER é esboçar e esse é o primeiro passo para tornar qualquer projeto tangível.

Mas o que quero tratar aqui não é sobre a importância da escrita na teoria tampouco sobre a uma escrita técnica e sim sobre a capacidade de registrar o que vem da alma.

Fiz alguns anos de terapia e meu psicólogo sempre me encorajava a escrever. Ele afirmava que não é possível trabalhar o que a gente mantém oculto na nossa escuridão. E então, ele dizia: “Se você não consegue falar, ESCREVA!” E assim, eu fui passando para o papel o que me era difícil verbalizar no dia das consultas.

Eu não sabia o poder que havia naquilo, mas essa prática foi, aos poucos, trazendo luz aos meus lugares mais sombrios. Meu terapeuta tinha razão. Aquela era uma válvula de escape excelente. Porque, por mais incrível que possa parecer, ESCREVER liberta e cura!

Pra mim, nada é mais libertador do que escrever o que se sinto. Tem dias, que minha alma pede por um texto. Principalmente quando tenho muito pra processar. Coisas que não quero compartilhar com ninguém. Aqueles dias de introspecção onde só existe eu comigo mesmo.

Definitivamente, o contato com a escrita me pega num ponto que minha consciência não alcança. Eu não sou nenhum poeta, mas ESCREVER é um fascínio e me refaz completamente.

Valorizo a escrita porque a considero uma forma de exteriorizar o que vem do íntimo, uma arte de trazer à tona a nossa mais pura essência.

Geralmente sou bastante crítico com meus textos. Antes de postar um novo, me afasto dele por um tempo. Porque acho importante desconectar a alma da obra. E quando retorno à ele, enxergo coisas que antes não tinha visto. À medida que o tempo passa, as oportunidades de melhorar o que escrevi ficam mais evidentes. Então, eu reviso e reescrevo algumas coisas, o que me ajuda a aperfeiçoar a expressão dos meus sentimentos.

Mas o que acho mais gratificante nisso tudo é quando alguém se identifica com cada palavra. Quando outra pessoa reage positivamente ao que veio do meu coração. Pra mim essa é a prova de que ESCREVER também conecta.

E, conectar-me através da escrita é um verdadeiro presente. O maior estímulo para continuar compartilhando com o mundo os meus mais belos fragmentos. Sim, belos! Apenas pelo fato de serem meus, exclusivamente meus.

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