Na onda do antipetismo, até Oscar Maroni quer ser presidente

“Eu tenho muito orgulho do Bahamas, sexo é muito bom, mas tenho cinco empresas. Sou um dos maiores criadores de gado do Brasil, por exemplo”. Assim Oscar Maroni deixa claro que não quer ser conhecido apenas como dono de uma das mais famosas casas noturnas do país.

É uma nova estratégia para quem se diz inimigo número 1 dos atuais políticos e anuncia em tom triunfal que quer ser presidente da República.

Filiado ao Avante, novo nome do nanico PTdoB, partido pelo qual se candidatou a vereador na capital paulista em 2008, Maroni se diz estruturado para montar uma candidatura competitiva. “Montei um grupo de trabalho com economistas e sociólogos”, revela.

Sobre seu programa de governo, Maroni diz que o Brasil precisa de alguém cria empregos para administrá-lo. “Quem bota o país para funcionar são os empresários”.

Maroni diz que já foi petista por influência do ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos, de quem afirma ter sido amigo. “Mas hoje me envergonho muito desse meu passado”.

Sobram ataques também para o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ): “Ele parece um pastor. Fala que odeia os gays, mas não tem projeto”. E para Marina Silva (Rede): “É uma teórica apenas”.

Apenas dois políticos se salvam da metralhadora giratória do empresário, que diz ter um patrimônio de mais de R$ 200 milhões: o ex- presidente Fernando Henrique Cardoso e o atual prefeito de São Paulo, João Doria, ambos do PSDB.

“Eu confiava um pouco no Fernando Henrique Cardoso. É um homem letrado, mas hoje tenho dúvidas se ele tem a noção do que os empresários passam no país. O João Doria faz um começo bom de administração, mas nada animador”, ressalva Maroni.

Entusiasta das delações premiadas, o empresário diz que os acordos são importantes para revelar novos crimes e usa a sua própria experiência pessoal como exemplo. “Eu já fiquei na cadeia e sei o inferno que é aquilo. O sujeito faz de tudo para sair de lá”.

Maroni já foi preso duas vezes acusado de formação de quadrilha, tráfico de mulheres, exploração de prostíbulo e favorecimento à prostituição, mas, em 2013, acabou inocentado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.