Voto de opinião evita tragédia na Câmara

Atuação de Miro Teixeira foi decisiva para evitar anistia a Caixa 2

Sempre que algum especialista vier com o argumento de que o voto distrital deveria ser implementado para dar maior representatividade nas casas legislativas eu darei o exemplo da sessão da última segunda-feira (19 de setembro) para rebater essa falácia.

Na ocasião, alguns partidos queriam fazer um contrabando legislativo para anistiar os políticos que usaram caixa 2 em eleições passadas. E isso não prosperou graças a atuação de três deputados: Miro Teixeira (Rede-RJ), Alessandro Molon (Rede-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP).

Pois os três foram eleitos pelo chamado voto de opinião. Isso significa que eles tiveram sufrágios espalhados por diversas regiões de seus estados basicamente por causa de suas opiniões e de suas ideias.

Pois é basicamente com isso que o voto distrital vai acabar. Um deputado vai virar um mero arranjador de verbas para o seu distrito e isso é ruim, muito ruim para o processo democrático.

Venho de uma cidade pequena, onde há um consenso de que é preciso ter um representante da região na Assembleia Legislativa e na Câmara. Em 2014, um deputado de um munícipio vizinho foi eleito, mas a sua atuação em Brasília é um desastre.

Ele já acumulou várias faltas, mudou duas vezes de partido e faltou à sessão que determinou a cassação de Eduardo Cunha. Sinval Malheiros é o nome do dito cujo.

Entendo que o atual sistema de eleição para vereadores e deputados é bom, embora, logicamente, não seja perfeito. Ele contempla o voto de opinião, o voto distrital e o voto de classe.

O problema é que, por ser complexo, grande parte dos eleitores não consegue entender o seu funcionamento. Uma boa medida para facilitar a compreensão do processo eleitoral seria proibir coligações nas eleições proporcionais.

Eu quero continuar a votar em deputados que tenham ciência da importância do cargo e não em arranjadores de verba. Políticos como Ivan Valente e Alessandro Molon são muito mais importantes para o Brasil do que o abúlico Sinval Malheiros.

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