Por que Precisamos Mudar Nossas Medidas de Sucesso?

Você se considera bem sucedido? Quem você considera bem ou mal sucedido? Como você avalia isso? Como isso te liberta ou te aprisiona na sua vida?

Queria compartilhar um pouco do que venho pensando e redefinindo ao longo do último ano sobre o tema de sucesso e como isso vem em libertando


Cresci em uma família que todos possuíram ou possuem empresas próprias. Cresci achando que um dia teria o mesmo caminho. Não tinha dúvida alguma, era fato: começaria minha carreira profissional e em pouco tempo iria empreender.

Esta mentalidade, associada ao Hype do empreendedorismo e startups, começou a me pressionar cada vez mais: Deveria eu abandonar o empreendedorismo e seguir carreira em uma empresa ou deveria eu seguir o empreendedorismo e abandonar carreira em uma empresa?

O que eu buscava? Qual o sucesso que eu buscava? O que me travava de definir o caminho A ou caminho B? Seriam apenas estes os caminhos?

Percebi que a falta destas respostas me geravam ansiedade e que cada vez mais, não conseguia definir o caminho A ou caminho B. Ambos não eram suficientes.

O que fazer então?


A resposta está dentro de você

Pode parecer conversa da boca para fora e de auto-ajuda, mas acredite: estive por diversos anos ouvindo conselhos que só me deixaram mais confusos.

Apenas durante uma atividade de Thinking Environment é que realmente tive a resposta para o que deveria fazer.

Thinking Environemnt é uma atividade em duplas na qual você fala durante todo o tempo para o seu “ouvinte” e articula seu problema e solução. O “ouvinte”, apenas faz perguntas específicas e bem definidas no momento certo, para te ajudar a atravessar alguns campos quando você parece não sair do lugar.
“A qualidade de toda e qualquer ação humana depende da qualidade do pensamento feito antes da ação. Então, se você tem interesse em gerar melhores decisões, que levam a melhores ações, precisa primeiro saber como gerar melhores processos de pensamento” Nancy Kline, Time to Think

Neste processo do Thinking Environment, entendi que quem gerava esta pressão e esta indefinição era a mesma pessoa que queria resolvê-la: eu mesmo!

1A primeira descoberta foi que a pressão e indefinição vinham por uma definição de sucesso como algo apenas crescimento profissional e de ter algo gigantesco e aprovado. Esta meta estabelecida por mim, gerava barreiras que levavam à inação e estagnação.

2A segunda, foi que eu deveria revisitar meu conceito de empreender. Levar este conceito para além do campo profissional. Levar este conceito como uma forma de permitir uma expressão própria e individual, de algo que pode ser refletida no ambiente profissional, mas que não tem origem neste campo, mas sim em um campo interno e maior do que a profissão.

Mas o que gerou estes 2 bloqueios?


1 — Comparações / “Role Model”

Caso você nunca tenha se dado conta, fomos e somos educados em um ambiente totalmente industrial. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Inclusive, o modelo de ensino que temos hoje é fruto do período da Revolução Industrial, cujo objetivo era fornecer mão de obra para as fábricas.

a. Salas de Aula bem divididas, como células de trabalho em uma fábrica

b. Uniforme e Sinal de entrada, saída e almoço, como uma fábrica

c. Ambiente hierárquico, como uma fábrica

d. Modelo padronizado, onde todos devem sair iguais, como produtos controlados na fábrica — (se saiu com erro, volta para o começo e repete até que saia igual aos demais).

Este modelo de ensino gera uma só definição: HÁ UM PADRÃO E SE VOCÊ NÃO SE ENCAIXAR, O ERRADO É VOCÊ.

No meu caso, ou sou empreendedor, ou trabalho em uma empresa.


2. EMPREENDER = ATITUDE EMPREENDEDORA

A escritora Mariana Castro, do livro “Empreendedorismo Criativo”, em uma aula de Economia Criativa que participei afirmou que

ser empreendedor não é necessariamente ter uma startup, mas sim ter uma postura empreendedora em todos os aspectos da sua vida.

Ou seja, tonar-se protagonista da sua vida: ter uma postura de indagar, resolver um problema, expressar a sua individualidade, construir, explorar, errar, ajustar, experimentar.

No meu caso, não preciso necessariamente ter uma empresa para ser empreendedor. Não preciso ter uma empresa e largar o trabalho que gosto, para me expressar individualmente. Posso, muito bem, atuar com atitude empreendedora em todos os dias e construir algo que queira fora do trabalho, mas com o intuito de me expressar e garantir uma atitude empreendedora.


3. JULGAMENTOS

Julgamento, seja o seu próprio ou do outro, nos barra de construir algo, de termos uma atitude empreendedora. Se ficarmos pensando no que o outro vai pensar do seu movimento, da sua atitude empreendedora, jamais conseguiremos nos libertar e nos expressarmos livremente.

O que está por detrás do julgamento é o certo/errado, o bom/ruim, o a/b, isto é, a volta do “role model”.


Começe Hoje!

Crie algo! Se expresse! Não espere nada em troca! E se surpreenderá!

Sob a perspectiva do design, nada está finalizado. Tudo está em constante construção. Desta forma, quando criar algo, simplesmente coloque para o mundo! Não julge. Começe por si mesmo e expanda para os outros.

Seja mais escultura e menos pintura — retire aquilo que não é essencial, desconstrua-se e evite excesso de coisas que não agregam valor, que são dispensáveis, como o julgamento, o modelo padrão, o certo/errado. Seja o que você quiser e não deva nada a ninguém.

QUE O SEU GRAU DE EXPRESSÃO INDIVIDUAL SEJA A SUA NOVA MEDIDA DE SUCESSO. ALGO ÚNICO, INCOMPARÁVEL E INTRANSFERÍVEL.