O racismo entre as gôndolas de supermercado

Resolvi passar no Carrefour Brasil depois do trabalho pra comprar meia dúzia de produtos, uma delas era queijo, a outra biscoito recheado, de limão para ser mais específico. Entrei, escolhi o queijo e fui pra seção de biscoitos. Dois seguranças que estavam na parte de congelados me olharam e vieram andando atrás de mim. Adivinha onde pararam? Exatamente na frente do corredor que eu estava, onde não tinha mais ninguém, e ficaram me olhando. Sabe com qual frequência esse tipo de ação acontece? Sempre. Sei que é injusto culpar o Carrefour por isso porque qualquer supermercado que se preze trata o consumidor preto como um ladrão em potencial até quitar o último produto no caixa.

O que me incomoda é que a gente paga exatamente o mesmo preço que qualquer outra pessoa, mas ganha de brinde a supervisão intensiva dos funcionários da loja, e não se surpreenda, a maioria de pessoas de cor. Fico pensando se não existe forma menos constrangedora (pra não dizer menos racista) e mais tecnológica de evitar roubos e garantir a tal segurança que o supermercado precisa, não é necessário nem demitir ninguém, basta colocar câmeras e contratar os mesmos seguranças pra passar o olho na central.

Se você chegou até aqui, deixo o recado. Não estou pedindo a solidariedade de ninguém sobre esse fato de hoje, porque é corriqueiro e já até estou acostumado. Só queria deixar claro de que não estou mais afim de receber tratamento de segunda no comércio enquanto estiver pagando como qualquer outro cliente.

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