vou sendo como posso
Que medo é esse, artista?
De dizer quem você é sem ninguém te perguntar
Não é assim que fazem os médicos?
E qual é a da arte, então?
sinais tão claros e eu fechei os olhos
as mãos um pouco abertas
senti raiva
é tudo tão embaçado que vejo vários dedos nas mãos
e vai, e volta, não vai?
Ei, senhor carequinha
Que me viu na rua
E voou pra cima de mim
Que me chamou de bichinha
Quis me levar pra surdina
O almoço ainda não saiu
E escrevo histórias
Indigestas
Não lidas
De duas uma
Ou não mereço
Ou não preciso
O homem ameno
Era uma vez o homem ameno
Não falava, se não fosse baixo
Não olhava, se não admirasse
Não comia, se com pressa
Não gritava, se não pra acudir