Sonhos x Realidade

Preto
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Aug 22, 2017 · 3 min read

No ano de 1999, eu estava terminando a antiga oitava série, atual nono ano, em uma vida sem grandes planos e muitos sonhos adolescentes. Lembro que nesse ano eu fiz teste pra jogador de futebol no São Paulo, meu pai me levou e não passei, apesar de sempre ter jogado bem, nunca tinha jogado de chuteira e nem em campo, pois enfim, eu fazia escolinha de futebol ja algum tempo e sonhava sim em ser jogador. Não pelo glamour de hoje, mas eu sempre amei futebol e sabia que gostava daquilo, assim como ja sabia que amava música. O ano teve seus altos e baixos como é de se esperar na adolescência, mas não escola pública o nosso poder de entendimento da vida é maior do que o entendimento das aulas que asisistiámos, na escola que estudei naquela época, o Masieiro (famoso Masoca), lembro bem de me envolver com os caras do puxo, com as meninas que cabulavam, com os nerds, com os caras do futebol e também com a rapa do futebol. Nunca tive sérios problemas com ninguém e assim fui caminhando rumo ao ensino médio. Eu não sei se meus pais perceberam algo ou foi coincidência do momento, mas eu nunca tinha pensado em trabalhar, nem passava pela cabeça, tanto que chegou Dezembro e mesmo com quase ninguém indo pra escola, eu estava indo por conta de que pela manhã eu jogava bola próximo a escola, era caminho e chegava cedo pois eu estudava de tarde. Um dia ao chegar em casa, meus pais falaram, não lembro direito desta conversa por sinal, que eu iria trabalhar com meu Tio, irmão da minha mãe, no escritório que ele trabalhava, seria office-boy, o que hoje em dia deve ter bem poucos
No meu primeiro dia, tinha que ir até Taubaté e buscar um edital para a empresa participar da licitação de equipamentos de informática, segmento da empresa, pagar e levar de volta ao escritório que era na Vila Mariana. Eu, com 14 anos, cheguei la e estava mais perdido que criança em shopping, como não havia celular naquela época, lembro de ligar pro meu Tio de um orelhão e avisar que tinha chegado. Na rodoviária peguei um ônibus e pedi pra ir na prefeitura, lembro de descer (errado) em um ponto e andar uns 15 minutos até a prefeitura, ir ao setor de compras, retirar o edital e voltar pra São Paulo. Levei o edital pra empresa e depois fui pra casa. Fiquei por algumas semanas, umas duas, trabalhando de mensageiro e conhecendo São Paulo ainda mais. Quando veio o começo de Janeiro de 2000, depois do bug do milênio, minha mãe disse que iriamos fazer a matrícula para a escola e eu estudaria a noite,pra trabalhar de dia, mas a escola eu estudava era próxima de uma quebrada quente e saindo as 18hs da Vila Mariana não chegaria a tempo, a solução foi encontrar uma escola no meio do caminho, está escola foi a Nossa Senhora da Penha, famosa Estadual da Penha, onde eu começaria o Ensino Médio e começava também meu ingresso na vida adulta. Lá foi o grande passo pra quase tudo que sou hoje, nos próximos textos mais detalhes.

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De um Pobre capitalista / Milionário ideológico