PATERNIDADE

A paternidade não é uma “vibe”, pois não é algo passageiro e também não é mágica, é algo real. Uma realidade coletiva, pai, mãe, filhos e demais familiares. É algo transformador, mas não é instantâneo, impacta mas vem acompanhada de um processo, o amadurecer é gradativo. Ela não te aprisiona, você tem a liberdade de pular fora do barco ou só ficar ali “de boa” só observando sem se envolver. Mas se você faz a escolha de se envolver aí sim, o processo de transformação prossegue.

O contexto em que me tornei pai foi especial, um verdadeiro privilégio, no qual não tenho mérito nenhum — pura graça e misericórdia, o que me cabe é ser grato. Me tornei pai tendo uma esposa do meu lado. Tenho a convicção de que para me tornar um bom pai eu preciso reconhecer, perceber, valorizar a MÃE que meu filho tem.

Faz horas que o sedentarismo me pegou, ou melhor, eu abracei ele. Mas meu filho hoje faz um mês e ontem parei pra pensar — relembrar — que os melhores momentos que tive com pai foram em torno de algum esporte. Ele não era muito bom na hora de fazer os temas, mas no que diz respeito a futebol o “véio” manja. Diante desta lembrança, a decisão foi tomada: tchau sedentarismo. Preciso cuidar da saúde, quero ver o meu gurizinho crescer, quero ter tempo de qualidade com ele, ensinar valores que vão acompanhar ele pro resto da vida.