VIDEO ONLINE X TV

Questões sobre os caminhos do telejornalismo e a produção do audiovisual

Fiz meu trabalho de conclusão de curso de especialização em jornalismo digital na ESPM sobre esse tema. A ideia era criar um projeto/startup. Acabei usando a oportunidade para embasar o Virando a Pauta — projeto informal de formação de comunicadores que já realizei em algumas edições presenciais.

Publico em capítulos o estudo que fiz para sustentar essa ideia.

Todo profissional da comunicação precisa hoje dominar a produção para o vídeo online. Dennis Alterman, em seu blog Midiatismo, aponta o vídeo online como a tendência da década. Chega a apontar que o consumo está crescendo de tal modo no Brasil, que pode ser tão importante quanto a TV Aberta nos próximos anos. Se no começo, as produções de vídeo online eram apenas adaptações de campanhas da tv aberta, hoje não se sabe quem influencia quem.

Roberto Kyncl, do Youtube, apontou na Consumer Electronics Show em 2016, fatos importantes para esse mercado. A Cisco traz o dado que, até 2019, 80% do tráfego online será de vídeos — em 2014 eram 67%. Esse volume se justifica com as smart tvs — quando se consome vídeos on demand a internet está sendo usada.

A possibilidade de montar sua própria programação e escolher quando assistir o que é de real interesse é a base de serviços como o Netflix. Sem dados oficiais no Brasil, uma pesquisa da eMarketer apontou que o serviço fechou no Brasil 2,2 milhões de assinantes em 2014. Ricardo Feltrin, do UOL, apurou que o mercado acreditava que o número de assinantes tivesse batido 4 milhões no final de 2015 e o faturamento chegado a R$1,1 bilhões — R$250 milhões superior ao faturamento do SBT, segunda televisão aberta do Brasil.

Kyncl diz que assistir vídeo já é a primeira atividade de consumo de mídia e a terceira do ser humano — depois de trabalhar e dormir. São 5 h de consumo de vídeo por dia. Essa quantidade gira USD 200 bilhões na economia.

Esse consumo é multiplataforma. Assiste-se a vídeos na televisão, no celular, no tablet, no desktop e em breve, com a internet das coisas, na geladeira, no fogão e no carro.

Mark Zuckeberg está tentando brigar nesse campo, privilegiando vídeos nativos nos feeds. No relatório Edelman Insights, há uma estimativa de consumo diário de vídeos em cada uma das redes:


Mudança geracional

Ainda segundo o post do blog Midiatismo, os jovens não querem mais assistir TV. Uma pesquisa encomendada pela Defy Media mostrou que os jovens entre 13 e 24 anos já gastam mais tempo consumindo vídeos online do que TV, pelo menos nos EUA. Mas no Brasil a coisa não parece muito diferente, pois, como publicado no Meio & Mensagem, das 20 celebridades mais citadas entre jovens de 14 a 17 anos em uma pesquisa recente, 10 deles são Youtubers ou vieram do Youtube, ou seja, os meios digitais estão criando as celebridades das novas gerações.

Por fim, o blog aponta três pilares para futuro próximo — o 4K, a Realidade Virtual (a VRSE é uma empresa focada na produção de conteúdo jornalístico imersivo em 360º. ) e o mobile — os celulares estão cada vez mais capazes para captar e exibir conteúdos audiovisuais com alta qualidade.

A última barreira que está sendo quebrada é a utilização da imagem na vertical. Alterman cita o artigo Vertical Thinking em que George Davies mostra que a utilização de aplicativos como o Snapchat está deixando o aspecto vertical mais natural — segundo estudos recentes 1/3 dos vídeos consumidos nos EUA já são verticais. Telões na vertical já podem ser vistos em cenários de programas de tv como o da Christiane Amanpour na CNN.

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