
E de tanto sorrir, ele foi feliz
O sorriso, ao lado da risada, é um ato político. Mesmo muitos não se dando conta.
Quebra-se, através dele, toda aquela realidade a volta de onde o sorriso está.
Sorri-se no ônibus enquanto todos estão com a cara fechada.
Sorri-se para alegrar alguém que não está nos melhores dias.
Sorri-se quando se quer fingir que está tudo bem, mas na verdade não está.
Sorri-se como meio de ironia.
E sorri-se apenas por sorrir.
O sorriso e o riso possuem essa capacidade de alterar o ambiente à volta deles, ou ao menos mascarar aquela realidade que talvez não seja exatamente como a que gostaríamos.
O sorriso é ato de resistência. É ato de mudança.
Sorrir é para os fortes. E também para os que não se consideram fortes.
Para os que tem alegria de viver. Mas também para os que não tem.
O sorriso nos mantém na vida. Vivendo.
Felicidade vem de dentro, mas se propaga para fora.
E sorrindo, ele fez os outros felizes. Ou, no mínimo, menos tristes.
E o mundo ficou sem seu riso, mas nunca mais foi o mesmo.
Porque o sorriso cria. Muda. Transforma e se transforma.
E sorrindo, ele fez o mundo sorrir.
E de tanto sorrir, ele foi feliz.
Toda sexta, escrevo um “textinho de ônibus” que posto aqui. Sobre qualquer coisa que vem na cabeça e sem me preocupar com qualquer coisa.