Era amor…

(e continua sendo)

Aqueles dois garotinhos que se encontraram no shopping pela primeira vez agora somos nós.

Não sabíamos como seria. Não sabíamos nem ao mesmo quem realmente éramos, naquela época.

Para os dois aquilo era muito novo. Uma novidade surpreendente e ao mesmo tempo assustadora. No chão, ainda restavam os cacos de nossos antigos relacionamentos.

Beijar um menino pela primeira vez. Como seria?

Foi lindo e foi lá que me apaixonei. E foi lá que nos apaixonamos.

Foi exatamente lá que o menino do interior e o menino quase da capital se uniram pela primeira, sem ainda imaginar em qual caminho tudo aquilo, totalmente novo, iria desembocar.

Começou como algo aberto e com o tempo se fechou. Se fechou porque sentimentalmente, no amor de namorados, nos bastamos e nos somamos. Nas novas experiências, nos mantemos abertos. Abertos a viver juntos todas as alegrias que esse mundo tem a nos oferecer. Abertos a ter pessoas maravilhosas que nos ombros delas nos amparamos.

Naquele dia longínquo, de primeiro match, traçamos um lindo passo de nossa vida, sem nem ao menos saber disso.

Hoje somos nós e como é bom sermos assim.

Soube com o tempo que era amor. E o tempo me mostrou que continua sendo amor.

De tanto te amar, soube que era amor. Que é amor. E que sempre será amor.

Hoje te amo, como ontem não te amava. Porque amor se transforma, se expande, se ilumina.

Hoje te amo como nunca amei, mas também como nunca amarei novamente.

Anjo da minha vida, eu amo você.


Toda sexta, escrevo um “textinho de ônibus” que posto aqui. Sobre qualquer coisa que vem na cabeça e sem me preocupar com qualquer coisa.