Como avaliar o social media?

Vivemos tempos fantásticos. Hoje, através do sucesso da Web 2.0, que trouxe as redes sociais para a ribalta, estamos mais conectados que nunca. Fazemos uso do Facebook para sabermos o que se passa com os nossos amigos e com os nossos gostos; usamos o LinkedIn para fechar negócios e parcerias; o Instagram para explorar a verdadeira democracia democrática; entre outros.

Com uma grande variedade de canais de comunicação, existe um desafio bastante grande: em que canais o meu público estará presente? Sabendo qual o canal (ou o conjunto deles) em que o meu público está, como poderei chegar até eles? Estas perguntas são feitas, até por grandes empresas com departamentos de publicidade e marketing, onde ainda existem crenças de que mais dinheiro investido se traduz numa alcance maior. Isso não acontece e apresento algumas dicas sobre como continuar a ser relevante, no mundo social.

NOTA: Não tenho formação formal em marketing digital. Este artigo foi escrito, conforme a experiência que vou tendo ao fazer a gestão da minha reputação online.

Como escolher um canal de comunicação?

Antes de escolher o meio de comunicação, é necessário fazer as seguintes questões:

  1. O que mais me apaixona?
  2. Para onde quero chegar, com a minha paixão?

Parecem questões vagas, daquelas que não se esperam quando se pretende fazer chegar uma mensagem. Mas, num presente em constante mudança, nunca é demais insistir na criação de uma missão: é ela que permite contextualizar a nossa acção, sendo que depois existem várias formas de a satisfazer.

Dou o meu exemplo pessoal: a minha paixão consiste em optimizar a transmissão da minha mensagem, para criar uma grande comunidade e proporcionar oportunidades para melhorar a vida de todos. Dentro desta missão, há todo um leque de áreas de actuação. Neste momento, identifico-me com a área de desenvolvimento de software que permite criar meios de comunicação mais ricos, sendo que essa contextualização é trazida pelo meu foco no empreendedorismo. Esta situação cria um 2-em-1: a técnica e a forma como irei aplicar essa técnica.

Uma missão, juntamente com áreas de actuação associadas, é essencial para uma boa comunicação.

São essas áreas de actuação que vão determinar a escolha dos canais de comunicação adequados para o público-alvo. Cada público terá a sua forma de consumo de informação: desde artigos longos, passando por pequenos textos de comentário a artigos que pululam pela web, até ao conteúdo visual e interpretativo.

Reservar lugares para o futuro

Tal como as áreas de actuação, a forma que o público consome a sua informação vai mudar conforme o tempo.

Um grande exemplo disso mesmo é a mudança do padrão de comunicação entre pessoas, através das redes sociais. Actualmente, a plataforma de mensagens escritas mais utilizadas pelos adolescentes (até aos 18 anos, que não frequentam graus superiores) não é o Facebook, ou uma única plataforma. Existe um sortido de várias redes, usada de diferentes formas e com motivos bastante diferentes. Vale a pena ler o artigo indicado, em baixo, para se ter uma perspectiva de um adolescente de verdade! ☺

À medida que vai existindo uma mudança de foco em meios para o acto de contar boas histórias, é importante assegurar o lugar numa miríade de redes sociais. Para que, em qualquer mudança de meio, não haja uma quebra de consistência no pedaço do endereço que é identificativo — o nome do utilizador ou da página.

Alguns casos de uso

NOTA: Este capítulo deverá ser usado como um indicador e como um ponto de vista. Não substitui testes que deverão ser feitos, para confirmar o verdadeiro sucesso de tal comunicação.

Tendo a nota inicial e tudo o que foi escrito anteriormente em consideração, é possível estruturar o uso de certos canais de comunicação para tipos específicos de mensagens. Ficam aqui alguns exemplos para começar:

  • Conteúdos visuais, com um público (seguidores) definido: Instagram;
  • Conteúdos visuais, com conteúdo agregado por temáticas e localizações: Pinterest;
  • Actualizações e/ou breves comentários constantes: Twitter;
  • Criação de canais para envio de mensagens anónimas e posterior feedback de uma população cada vez mais preocupada com a sua privacidade: Yik Yak.
Qual é a tua mensagem? ☺

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