Trabalho sem registro formal e por conta própria

O mercado de trabalho está em crise, e as consequências deste fato incluem o crescimento de trabalho sem carteira assinada e por conta própria. O avanço do trabalho informal e por conta própria mostra o crescimento da informalidade na economia.
Os chamados “autônomos” são profissionais como advogados e dentistas, porém também há os trabalhadores informais como os vendedores ambulantes.
O ponto é que, em 2015 iniciou um aumento no número desses trabalhadores, e em 2017 superou os que mantém um emprego formalizado . E a taxa só vem crescendo.
Em setembro deste ano, foi quebrado o recorde de informalidade no país, informação confirmada pela mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio( Pnad-Contínua), disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE). O desemprego medido pela pesquisa constata que 12,5 milhões de pessoas buscavam emprego no período da coleta de dados da pesquisa.
Em março de 2019 o desemprego subiu para 12,7% e atingiu 13, 4 milhões de brasileiros. A saída para muitos, é tentar a sorte por conta própria.
Trabalhando sem direitos, sem renda fixa, sem estabilidade, sem benefícios como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço(FGTS), hora extra remunerada, licença(maternidade ou paternidade), entre outros. Esta é a situação de vendedores ambulantes, Uber, 99, iFood, Rappi e os famosos trabalhadores que vivem de “bicos”. Porém estes trabalhos são dignos, e formas plausíveis de desviar do mercado de trabalho acirrado e em crise.
NOTAS:
- FGTS: fundo criado com o objetivo de proteger o trabalhador que for demitido sem justa causa.
- Pnad: amostra de domicílios brasileiros que investiga diversas características socioeconômicas da sociedade.
- IBGE: Tem a função de retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania.