Efeitos teratogênicos da radiação

A radiação é uma forma de emissão de energia por partículas radioativas aceleradas ou emissão de ondas eletromagnéticas, pode ser não-ionizante ou ionizante. Esta última embora seja muito útil na medicina e até armas bélicas, apresenta riscos para os seres vivos por interagir com a matéria, levando à efeitos teratogênicos e até à morte. A teratologia no entanto foca na interação de fatores durante o desenvolvimento embriológico, que resultam em anomalias e o agente teratogênico é o fator que causa a anormalidade.

A radiação apresenta mecanismos que podem afetar as células, sendo diretamente ou indiretamente. De forma direta, a radiação interage com o DNA fragmentando ele, assim compromete o funcionamento e a reprodução da célula que gera outras com má formação ou de forma desordenada. E de forma indireta, a radiação afeta as moléculas de água, que está em considerável quantidade no meio celular. Pelo ar, por alimentos, objetos os seres vivos podem contatar a radiação, mais precisamente os raios gama.

Os efeitos teratogênicos levam em consideração o fatores ambientais e genéticos, que podem atuar separadamente ou juntamente, muitas das anomalias congênitas são resultantes da interação desses dois fatores. Quando se trata da genética, podem ser gênicos que são hereditárias como poliactilia ou cromossômicos como a Síndrome de Down. Os fatores ambientais abrange vírus como rubéola, substâncias como álcool e drogas, radiações.

Durante a gravidez, o embrião está bem protegido, porém certos agentes ambientais (teratógenos) podem afeta-los devido à exposição materna, dentre os riscos estão o aborto, formação de tumor, distúrbio de crescimento e má formação do feto. Algumas das patologias associadas são a microftalmia, microcefalia e restrição de crescimento e síndromes, também ocorrem por motivo da mutação genética como Síndrome de Patau e Síndrome de Edwards.

Maria Vitória Juffo Silva

IMMES — Instituto de Melhor Ensino Superior OD2NA

Macapá-AP